MPEs dependem de capital para prosperar, aponta assessor do BID

O acesso a esse capital se dá através de empréstimos e financiamentos junto a instituições financeiras

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SÃO PAULO – Para prosperar, as pequenas e médias empresas dependem de capital, que serve para ampliar a produção, adotar novas tecnologias e ganhar novos mercados. No entanto, o acesso a esse capital se dá através de empréstimos e financiamentos junto a instituições financeiras públicas ou privadas, nacionais ou internacionais.

Nesta empreitada, os fatores macroeconômicos e institucionais dos países se mostram determinantes para atrair investidores e capitais internacionais que poderiam financiar estes empreendimentos. Cabe então aos governos o papel fundamental de construir um ambiente adequado aos interesses dos agentes financeiros privados e públicos.

Com esta mensagem o assessor especial do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Franco Fornasari, representou o vice-presidente executivo da Instituição, Ciro de Falco, na última quarta-feira (29), na Conferência Internacional da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) em Brasília.

Ambiente adequado é fundamental

De acordo com o assessor do BID, a falta de capital para as pequenas e médias empresas, em praticamente todo o planeta, tem uma explicação bastante simples: o sistema financeiro não financia nem empresta dinheiro sem garantias, muito menos em países onde os fatores macroeconômicos e institucionais não são estáveis e confiáveis.

Para que haja um ambiente adequado aos investidores, internacionais ou nacionais, é necessário que os governos se dediquem a construir condições correspondentes aos interesses dos agentes financeiros. Neste cenário, as decisões políticas influem muito nas decisões bancárias.

“O envolvimento do BID com o setor financeiro está voltado para a assistência técnica e intervenções em nichos de mercados, que operam sem garantias dos governos. O ambiente externo está mudando a economia e algumas destas variáveis são boas para as pequenas e médias empresas, como os spreads bancários, que estão diminuindo”, argumentou Fornasari.

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América Latina é a região mais relutante

Mesmo com a perspectiva positiva do sistema financeiro, o assessor do BID disse que a América Latina é a região mais relutante, pois não há financiamento suficiente do capital internacional. “No entanto, nos três últimos anos, o crescimento do superávit dos países latino-americanos trouxe benefícios para a região”, acrescentou.

Além disso, o mercado de capital doméstico, que utiliza moeda da região, e a melhoria das condições de financiamento do setor privado e público também foram apontados como conseqüência do aprimoramento macroeconômico ocorrido nos últimos anos nos países latino-americanos.

O Brasil é um bom exemplo, pois recebeu um up grade em fevereiro passado e, agora, está a dois níveis da situação ideal, segundo a avaliação do BID. De acordo com Fornasari, transferir tecnologias do mercado de capitais para regiões em desenvolvimento, onde o setor financeiro não é desenvolvido, é um desafio para o BID.

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Agentes financeiros deverão negociar com as empresas futuramente

O assessor do BID ainda acredita que a tarefa dos governos seja transitória, pois num próximo estágio, os próprios agentes financeiros assumirão o compromisso junto às pequenas e médias empresas.

Com informações da Agência Sebrae de Notícias.