MP propõe cortar remuneração da administradora da OGX em 66%; “caso é simples”

São "apenas" 250 créditos e 200 credores, enquanto o caso da Varig envolvia 20 mil créditos dos quais 15 mil eram trabalhistas
Ocean Lexington
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SÃO PAULO – O Ministério Público recomendou que se corte em 66% a remuneração da Deloitte, administradora judicial da OGX Petróleo (OGXP3) – agora OG Participações, noticiou a Agência Estado nesta quarta-feira (11). Assim, a quantia que seria recebida pela auditoria caiu de R$ 25 milhões para R$ 8,5 milhões. 

Para o MP, o caso é “simples”: embora a dívida seja astronômica, são “apenas” 250 créditos e 200 credores, enquanto o caso da Varig envolvia 20 mil créditos dos quais 15 mil eram trabalhistas. Além disso, não existem ativos espalhados pelo Brasil, a OGX é uma empresa “nova”, não há um grande número de funcionários, não há diversos processos judiciais, pendências tributárias ou diversos interesses de consumidores. 

A Deloitte é uma espécie de “árbitro da partida”, observando as atividades da OGX e o cumprimento do plano de recuperação judicial. Para o promotor Marcos Lima, se a remuneração fosse alta demais, isso dificultaria com que a companhia continuasse de pé, prejudicando os credores.