Movimento de repique continua e Ibovespa sobe mais de 1%

Após forte queda nos sete dos últimos oito pregões, índice volta a subir com blue chips chamando atenção; agenda recheada nos EUA e no Brasil segue no radar

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SÃO PAULO – O dia é de “alívio” para o principal índice da bolsa brasileira, após sete quedas seguidas nos últimos oito pregões. Em meio a uma queda de mais de 6% do Ibovespa em janeiro com a grande saída de investidores num cenário de maior aversão ao risco, o índice passa por um movimento de repique nesta terça-feira. Com isso, às 12h47 (horário de Brasília), o índice registrava ganhos de 1,43%, a 48.382 pontos.

E o dia positivo é impulsionado pelos ganhos de Vale (VALE3, R$ 31,77, +2,09%; VALE5, R$ 29,04, +1,75%) e Petrobras (PETR3, R$ 14,22, +1,43%; PETR4, R$ 15,28, +1,13%), que apontam para um movimento de recuperação em meio às fortes quedas dos ativos das duas companhias, que correspondem a cerca de 20% do índice. As ações da petrolífera registram perdas mensais de 10% e, da mineradora, queda de 11%. 

O mercado segue ainda na expectativa pelo início da temporada de resultados, com a divulgação dos números da Cielo (CIEL3) após o fechamento do mercado; a ação da companhia registra ganhos de 1,75%, a R$ 64,10. E, entre os destaques de alta, chama a atenção os papéis da Brookfield (BISA3, R$ 1,34, +3,88%), que continua o movimento de ganhos após confirmar, na véspera, que a sua controladora estuda a opção de OPA (Oferta Pública de Aquisição), dentre outras alternativas. E, em um dia de repique para o índice, poucas ações registram perdas, com a Oi (OIBR4) liderando as perdas com baixa de 1,49%, a R$ 3,98. 

Na agenda dos EUA, além da expectativa pela decisão de política monetária do Fomc (Federal Open Market Committee), chama a atenção os dados do Case-Shiller, que mostraram que os preços das moradias em dez das vinte cidades subiram no maior ritmo desde 2004. Por outro lado, os dados de encomendas de bens duráveis dos EUA caíram inesperadamente em dezembro. 

Vale ressaltar ainda a fala do ministro da Fazenda, Guido Mantega, em meio a nova estratégia para a definição da meta fiscal da União. O ministro ressaltou que o corte do Orçamento deste ano, que ainda será definido pelo governo, manterá a solidez fiscal e a estabilidade da dívida líquida brasileira.

Mantega disse também que o mercado de câmbio vive um momento de volatilidade decorrente das expectativas de nova redução dos estímulos monetários pelo banco central dos Estados Unidos e pela possibilidade de acomodação do crescimento econômico da China.

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Dia é de cautela na Ásia e Europa
Na Ásia, após sessões de grandes perdas, os principais índices acionários fecharam o dia sem uma direção única. O Nikkei, benchmark japonês, alternou o dia entre altos e baixos, e fechou o dia com leve perda de 0,2%, com a moeda do país mais fraca em relação ao dólar. O último iene foi negociado a 102,7 por dólar. 

Já na China, a decisão do Banco Central Chinês de injetar fundos em mercados interbancários, acalmou os investidores em relação a uma nova crise de liquidez, apesar do temor criado pelo próprio banco após a suspensão de transferências de dinheiro.

Os investidores seguiram cautelosos com os dados divulgados no qual mostram uma desaceleração do lucro industrial do país. Em dezembro, os lucros industrias subiram 6%, ante 9,7% no mês anterior. 

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Ao final do pregão, o índice de Shangai Composto registrou ganhos de 0,26%, enquanto o Hang Seng terminou o dia com leves perdas de 0,07%. 

Já na Europa, o dia é positivo para os principais índices acinários do continente, mas os investidores seguem de olho na reunião do Federal Reserve. O índice FTSEurofirst 300 iniciou o dia com alta de 0,4% a 1,293.93 pontos. 

Os mercados do continente seguem cautelosos após as moedas de países emergentes sofreram uma alta desvalorização e derrubaram as ações dos principais índices acionários mundiais, após decisão do banco central argentino de afrouxar sua política de controle cambial. 

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Outro fato que permeia a visão do investidor nessa terça-feira é o dado divulgado pelo ministério do trabalho francês que registrou um novo aumento na taxa de desemprego do país. O número de pessoas que não possuem emprego no país subiu 0,3 ponto percentual. Do lado positivo, chamam a atenção os números do PIB britânico, que registrou em 2013 o ritmo anual de crescimento mais rápido desde a crise financeira. A economia cresceu 0,7% no quarto trimestre de 2013, levando a uma expansão de 1,9% no ano passado. 

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.