Locadora

Movida (MOVI3) mantém aposta no aumento do uso do carro como serviço

Companhia elevou sua frota em mais de 50% em 2021 em relação a 2020; crescimento acima da média do mercado, somando 187 mil carros

Por  Augusto Diniz

A Movida (MOVI3) segue sua aposta no incremento do uso do carro como serviço. Não por acaso, elevou sua frota em mais de 50% em 2021 em relação a 2020, um crescimento, segundo a empresa, acima da média do mercado, chegando a 187 mil carros no final de 2021.

São números que comparados com as ações previstas pela empresa para 2022 só fazem crer no direcionamento seguro da Movida na locação do carro como, cada vez mais, um serviço ao usuário e não como produto em que o mesmo faz a aquisição como um bem.

Em apresentação a analistas de mercado nesta terça (22), para comentar os resultados do balanço do quarto trimestre, a Movida relacionou que a perspectivas dela para 2022 é ampliar a participação de pessoa física na receita e aumentar a capilaridade com a potencial entrada em 43 capitais regionais.

Além disso, destacou que busca crescer sua participação de produtos de longo prazo e na CS Frotas (subsidiária da Movida), ao passo que dilui custos e despesas, por meio de nova escala e disciplina constante, mantendo dívida líquida e Ebidta estáveis.

Movida (MOVI3) vê “o contexto é complexo”

Para Renato Franklin, CEO da Movida, a visão positiva sobre as perspectivas e oportunidades não desvia o olhar do momento econômico atual.

“O contexto é complexo, com elevação de custos, pressão inflacionária e expectativas de um ano desafiador em função das incertezas da pandemia da Covid-19, do cenário político-econômico e das dificuldades de produção e oferta no setor automotivo”, afirmou.

O executivo destacou que a empresa aumentou o volume de locação de veículos leves em 18% em 2021 e que 13 novas lojas foram abertas no período.

O negócio de Gestão e Terceirização de Frotas (GTF) é foco da Movida também, que finalizou o ano com 96.303 carros, sendo responsável por 52% da frota da companhia – o restante é do segmento de rent-a-car.

A empresa relatou que já fechou contratos com nove marcas de automóveis para o fornecimento de veículos em 2022. A Movida pretende comprar pelo menos mais 25 mil veículos esse ano.

Como analistas viram o balanço?

A demanda de locação pela falta de veículos no mercado, devido a problemas causados na cadeia de suprimentos da indústria por conta da nova crise da pandemia com o ômicron, é indicado pela Levante Ideias de Investimentos como um dos motivos da expansão do segmento.

A produção de carros novos caiu vigorosamente no último trimestre do ano.

A explosão na procura por carros usados também favoreceu a Movida, que teve vendas acima da média. Para o Itaú BBA, “o segmento de seminovos continua se beneficiando dos ventos favoráveis ​​devido ao aumento dos preços dos carros usados”.

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