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A Movida (MOVI3) divulgou os números preliminares para o primeiro trimestre de 2026, reportando resultados positivos acima do esperado pelo mercado. O lucro líquido, por exemplo, bateu os R$ 125 milhões, uma alta de 59% em relação ao ano anterior, e 43% acima do consenso.
A divulgação ocorreu antes da abertura do mercado. Por volta das 10h25, a ação bateu sua máxima, com negociações a R$ 14,60. Ao longo da manhã, o cenário oscilou e a MOVI3 passou a registrar queda. Às 13h20, o recuo chegou a 1,18%, sendo negociada a R$ 14,27.
Para a XP Investimentos, o resultado reflete o ambiente operacional sólido da companhia, que sustentou um lucro acima do guidance e das expectativas. De acordo com os analistas, a alta foi alcançada por uma maior disciplina de preços nos segmentos de locação, combinada com demanda resiliente.
De acordo com o JP Morgan, a Movida já havia projetado um lucro líquido entre R$ 110 milhões e R$ 130 milhões, o que deve explicar a reação das ações na sessão desta quarta-feira. A ação está sendo negociada a 10,3x P/L (preço sobre lucro), em comparação com a Localiza (RENT3) a 13,9x.
Destaques dos resultados
As margens em Seminovos se mantiveram estáveis, mesmo com dinâmica de depreciação praticamente constante. A companhia também deu sinais positivos de desalavancagem à frente, sustentada pelo aumento de capital em andamento.
De acordo com o Bradesco BBI, o desempenho dos Seminovos manteve-se controlado, com uma margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 1,1%. Para o banco, o aumento em relação ao trimestre anterior reforça o valor residual dos ativos.
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Segundo os analistas, a Movida não contabilizou qualquer perda por imparidade após os cortes de impostos do IPI. O Ebitda da companhia ficou em R$ 1,6 bilhão, um aumento de 17% na comparação ao ano e 3% acima do consenso.
Conforme os cálculos do BBI, os resultados financeiros e o imposto de renda também estavam implícitos nos resultados preliminares. O imposto de renda de R$ 39 milhões (alíquota de 24%) ficou acima do valor consensual de R$ 32 milhões.
