Móveis: brasileiros podem comprar com consciência, e sem gastar mais!

Alternativa é trocar o mogno, madeira explorada na Amazônia, pelo eucalipto; diferença de custo da troca é pequena

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SÃO PAULO – Os consumidores podem se tornar atores na preservação da floresta Amazônica e o melhor, sem ter que gastar mais dinheiro! Uma alternativa para isso é trocar o mogno, retirado da floresta e utilizado em móveis, pelo eucalipto.

De acordo com o diretor do Tour Operators Initiative for Sustentainable Tourism Development da ONU (Organização das Nações Unidas), Edgar Werblowsky, se os moradores do Sul e Sudeste, responsáveis por 40% do consumo do mogno, trocarem apenas 20% de suas compras destas madeiras tropicais pela plantada (eucalipto), pouparão da destruição cerca de 175 mil árvores por ano.

Demanda

Ainda de acordo com Werblowsky, os preços desta madeira plantada não são menores porque a demanda não é disseminada. “O eucalipto não é mais caro nem mais barato, mas o consumidor estará estimulando a demanda e, com isso, o preço pode cair”, disse o diretor.

Além disso, o consumidor estará fazendo seu papel de cidadão na preservação da natureza. “Eles podem fazer isso sem gastar mais!”.

Preço do consumo consciente

Segundo valores da empresa Butzki*, especialista neste tipo de madeira, uma mesa de eucalipto – 160 cm de comprimento, 90 cm de largura e 74 cm de largura – pode custar até R$ 797 + 5% de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

Enquanto isso, uma mesa com proporções menores (50 x 73 x 128 cm) de mogno, do Magazine Luiza*, custa R$ 47 a menos (R$ 750).

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Com relação a uma cadeira de eucalipto (63 x 50 x 91 cm), o preço é de R$ 168 + 10% de IPI. Já a feita com madeira de mogno (44 x 97 x 45 cm), com proporções menores, chega a custar R$ 285 no Magazine Luiza.

* Os preços foram coletados nos sites das empresas citadas (Magazine Luiza) e com revendedores (Butzki) e a InfoMoney não se responsabiliza pelas informações