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SÃO PAULO – Morreu na noite de terça-feira (9) o presidente do banco espanhol Santander, Emilio Botín, aos 79 anos, por conta de um ataque cardíaco. O executivo era casado com Paloma O’Shea Artiñano e tinha seis filhos, sendo que uma delas, Ana Patricia, comanda atualmente a filial britânica do banco.
Terceiro da família à assumir o comando do banco, Botín foi o grande responsável pela expansão internacional do Santander, com uma estratégia bastante agressiva de aquisições. O executivo ainda foi responsável por tornar o Santander o maior banco da Espanha e levar a instituição para o posto de um dos dez maiores bancos do mundo.
Em comunicado, o Santander afirmou que, conforme manda o regulamento, seu conselho de administração e a comissão de nomeamentos irão se reunir ainda hoje para discutir quem será o novo presidente do banco. Rumores indicam que Ana Patricia é a mais cotada para assumir o cargo.
História
Botín nasceu na cidade de Santander, Espanha, no dia 1º de outubro de 1934 e herdou as tradições financeiras da família, cujo pai e o avô já tinham comandado o Santander, banco no qual ele assumiu a presidência em 1986. Sua trajetória profissional se dá exclusivamente pelo Santander, onde ele começou a trabalhar com 24 anos.
Antes de liderar o banco, Botín já havia trabalhado como representante de serviços centrais e subdiretor-general do Grupo. O executivo era conselheiro do Santander desde 1960, sendo que quatro anos depois passaria ao cargo de diretor-geral do banco, atingindo a função de segundo vice-presidente do conselho de administração em 1971. Botín era formado em Direito e Economia pela Universidade de Deusto, em Bilbao, Espanha.
Com sua nomeação para presidente do Grupo em 1986, Botín começou a expandir os negócios da família, levando o nome do Santander para a Ásia, resto da Europa e, principalmente, na América Latina. No Brasil, a consolidação da marca se deu em 2000, após o banco adquirir o Banespa por R$ 7 bilhões. Atualmente, o Santander é o quarto maior banco do País.
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No final de julho, Emilio Botín esteve no Brasil, mais especificamente no Rio de Janeiro, onde ele comentou sobre a polêmica demissão de uma funcionária do banco após a divulgação de um relatório onde ela indicava que a reeleição de Dilma Rousseff poderia não ser boa para o mercado e para a economia. Na ocasião, ele foi sucinto e disse apenas que “a pessoa que foi demitida, foi demitida porque o banco achou que deveria demitir porque fez alguma coisa ruim”.