Morgan Stanley vê margens de CSN (CSNA3), Usiminas (USIM5) e Gerdau (GGBR4) em baixa no quarto trimestre

Queda do preço do spot, porém, deve ser minimizada pelo maior preço cobrado em contratos com montadoras

Equipe InfoMoney

Indústria siderúrgica na China

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As siderúrgicas brasileiras, Usiminas (USIM5), CSN (CSNA3) e Gerdau (GGBR4), devem ver, segundo o Morgan Stanley, suas margens contraírem nos balanços do quarto trimestre de 2021 na comparação com o terceiro trimestre. Os resultados devem começar a sair no começo de fevereiro.

Apesar de o banco americano ver a lucratividade dessas companhias ainda acima dos níveis históricos no fim do ano passado, os resultados provavelmente serão impactados pela queda do preço do spot.

Esperamos que as margens das siderúrgicas caiam no quarto trimestre, em alguns casos abaixo do consenso atual, uma vez que as realizações de preços diminuíram enquanto as pressões de custo se aceleravam”, comentam os analistas Carlos de Alba, Jens Spiess e Ricardo Monegaglia Neto.

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Apesar disso, o Morgan Stanley ainda vê, por conta dos novos preços de contrato firmado entre siderúrgicas brasileiras e montadoras, os lucros de forma resiliente. “De acordo com nossas verificações, as produtoras de aços planos impulsionaram aumentos de 50% a 70% em seus preços anuais de contrato com as montadoras brasileiro em janeiro de 2022”, pontuam.

Para o banco, todas as siderúrgicas estão bem precificadas

Todas as três siderúrgicas cobertas pelo banco da bolsa brasileira – Usiminas, CSN e Gerdau – estão com recomendação equal-weight (exposição em linha com a média do mercado).

Para a Usiminas, entretanto, houve alteração do preço-alvo, que subiu de R$ 17 para R$ 18, ou potencial de valorização de 10,4% em relação ao fechamento de terça-feira (11). O  Morgan Stanley espera que os preços realizados consolidados do aço aumentem 4,4% no ano para a companhia, uma vez que os preços mais altos para o setor automotivo mais do que compensaram os preços mais baixos para os segmentos de distribuição e industrial.

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Para a CSN, que teve preço-alvo mantido em R$ 29, ou upside de 16,7% em relação ao fechamento de ontem, o Morgan Stanley vê o braço de mineração compensando a performance pior dos braços de aço e cimento.

Para a Gerdau, com preço-alvo de R$ 34 (ou potencial de alta de 20,6% frente o fechamento da véspera), o resultado deve ser levemente beneficiado pelos preços mais altos conseguidos na América do Norte, com a depreciação do real.

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