Morgan reforça Brasil como favorito na AL e ajusta portfólio para El Niño; veja ações

O impacto esperado da alta nos preços do açúcar levou o banco a incluir a São Martinho em seu portfólio

Lara Rizério

Ativos mencionados na matéria

Homem aponta para um painel de cotações eletrônico no centro de São Paulo, Brasil, 7 de janeiro de 2016 REUTERS/Paulo Whitaker
Homem aponta para um painel de cotações eletrônico no centro de São Paulo, Brasil, 7 de janeiro de 2016 REUTERS/Paulo Whitaker

Publicidade

Em relatório de estratégia para a América Latina de julho, o Morgan Stanley destacou que o Brasil continua sendo o seu mercado favorito na região e que a probabilidade de uma mudança na política econômica está aumentando.

“Além disso, o pessimismo dos investidores brasileiros está em níveis recordes, e eles nunca investiram tão pouco em fundos de ações locais, o que acrescenta um fator potencial adicional relacionado aos fluxos de capital”, avaliam Nikolaj Lippmann e Julia Nogueira, estrategistas que assinam o relatório.

O banco segue com recomendação overweight (exposição acima da média do mercado) nos setores de Serviços Financeiros, Celulose e Papel, Aeroespacial e Alimentos; Por outro lado, tem recomendação underweight (exposição abaixo da média do mercado) em Transporte, Bebidas, Bancos e Varejo.

Lippmann e Julia acreditam que o Brasil e toda a América Latina podem caminhar para um cenário de alta (bull market) de vários anos. No entanto, riscos de cauda negativos persistem, resultando em um spread (diferença) maior entre os cenários de alta e baixa (Bull-Bear Spread).

O Morgan ainda fez um reposicionamento em sua carteira de ações antes do El Niño.

O impacto esperado da alta nos preços do açúcar levou o banco a incluir a São Martinho (SMTO3) em seu portfólio. Além disso, elevou sua posição overweight na Axia (AXIA3), a aposta de maior convicção no Brasil, pois a empresa deve se beneficiar do El Niño devido a uma provável tendência de alta nos preços de energia nas regiões onde atua.

O banco ainda reduziu marginalmente nossa posição overweight na Copel (CPLE3), já que o aumento das chuvas no Sul do Brasil – onde se concentra a maior parte dos ativos de geração da empresa – poderia reduzir os preços de energia nessa região.

Além disso, também elevou a exposição ao setor de papel e celulose com Suzano (SUZB3), buscando manter a diversificação antes das eleições presidenciais de outubro.

Os estrategistas ainda gostam de: a) serviços financeiros, com exposição em XP, BTG (BPAC11) e B3 (B3SA3); b) geração de energia (Axia); c) digitalização (Nubank e Mercado Livre); e d) agricultura (JBS e São Martinho).

Continua depois da publicidade

Confira a carteira de empresas brasileiras para julho:

TickerEmpresaPeso
PETR4Petrobras15,8%
VALEVale14,2%
ITUBItaú Unibanco10,2%
AXIA3Axia Energia7,8%
SBSP3Sabesp6,9%
B3SA3B35,6%
EMBJEmbraer5,6%
BPAC11BTG Pactual5,3%
SUZB3Suzano4,1%
BBAS3Banco do Brasil3,4%
XPXP Inc3,0%
CPLE6Copel2,9%
JBSJBS2,5%
PRIO3PRIO2,2%
MELIMercado Livre2,0%
NUNubank2,0%
SMTO3São Martinho1,8%
KLBN11Klabin1,6%
RDOR3Rede D’Or1,6%
SAUD3BraSaúde1,5%

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.