Morgan Stanley reduz previsão de crescimento global para 2011 e 2012

Neste ano, banco vê PIB subindo 3,9%, contra 4,2% anteriores, e, para o próximo, expectativa foi de 4,5% para 3,8%

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SÃO PAULO – O banco Morgan Stanley cortou suas projeções para o crescimento da economia mundial em 2011. A expansão do PIB (Produto Interno Bruto), que era esperada em 4,2% anteriormente, foi rebaixada para 3,9%. Para 2012, a expectativa foi de 4,5% para 3,8%.

Em relatório divulgado nesta quinta-feira (18), a instituição credita a mudança a uma resposta insuficiente para a crise da dívida na Zona do Euro, aliada à queda na confiança global e à previsão de que a política fiscal seja endurecida daqui para frente. Segundo Chetan Ahya, um dos analistas, Europa e Estados unidos estão perigosamente perto de uma recessão.

Afetando os mercados
A nota também critica o “drama” envolvendo as discussões para elevação do teto da dívida norte-americana, que afetaram duramente os mercados de capitais nos últimos 30 dias. O banco afirma que o impasse, somado à situação europeia, fez com que negócios fossem prejudicados, assim como a confiança do consumidor pelo mundo.

Uma mistura de índices acionários em baixa e desaceleração do crescimento deve criar, para o Morgan Stanley, um cenário negativo nos países desenvolvidos. Considerando apenas os 10 mais ricos do mundo (G-10), a previsão de aquecimento na economia caiu de 1,9%, em 2011, e 2,4%, em 2012, para 1,5% nos dois anos.

Efeito dominó
Os economistas do banco avaliam que, caso uma resolução da crise na Zona do Euro seja alcançada, as medidas para contenção dos problemas de dívida soberana devem vir em uma velocidade reduzida. Caso isso realmente aconteça, a previsão é de que o mundo se direcione a uma nova recessão.

Nesse caso, a China seria grandemente afetada, pois a demanda por seus produtos desceria. Com vista a esse cenário, o Morgan Stanley também reduziu a expectativa em relação ao crescimento chinês para 2012, dos 9% anteriores para 8,7%