Morgan Stanley eleva recomendação de títulos da dívida externa do Brasil

Com melhora no panorama político, banco de investimentos elevou sua recomendação de marketweight para overweight

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SÃO PAULO – O banco de investimentos Morgan Stanley aumentou sua recomendação para os títulos da dívida do Brasil de marketweight para overweight, afirmando que as últimas desvalorizações dos ativos brasileiros foram conseqüência de fatores externos. A Venezuela também teve sua recomendação elevada.

O Morgan Stanley manteve os títulos brasileiros por vários meses sob a recomendação “underweight”. Os estrategistas do banco vêem positivamente o acordo firmado entre o PT e o PMDB, o que proporciona uma perspectiva positiva para a agenda do governo no Congresso.
Superávit fiscal e independência do BC podem favorecer

Os estrategistas esperam agora a conclusão com sucesso da negociação do acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), fixando uma meta de superávit primária acima de 4% do PIB.
Outro fator positivo seria um esforço de marketing em Nova York e Londres pela nova equipe econômica do governo e, finalmente, a aprovação, antes de meados do ano, da emenda ao artigo 192 da Constituição que dará autonomia operacional ao Banco Central.
Guerra rápida no Iraque pode favorecer ativos brasileiros

Além disso, os analistas esperam que a guerra contra o Iraque tenha uma conclusão rápida, o que somente favorecerá os preços dos ativos do Brasil, uma vez que as pressões de baixa no preço do petróleo constituem um choque de oferta positivo para a economia brasileira, que importa energia.

Entre os riscos para a materialização desse cenário, os estrategistas do Morgan Stanley citam a elevada vulnerabilidade da dívida do setor público brasileiro, além da vulnerabilidade fiscal do País. Do lado externo, o movimento de venda nos mercados globais continuam a afetar o Brasil.