Morgan Stanley eleva preço-alvo para ADRs de Itaú Unibanco e Bradesco

Mudança vem com incorporação de novos valores para câmbio; projeções em moeda local não mudam e cenário ainda é difícil

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SÃO PAULO – Incorporando as novas previsões cambiais da equipe do Morgan Stanley, os analistas Jorge Kuri e Jorge Chirino revisaram as projeções para o Itaú Unibanco (ITUB4) e o Bradesco (BBDC4), elevando o preço-alvo em dólar para suas ações.

Os economistas para a América Latina do Morgan Stanley passaram a projetar o dólar cotado a R$ 2,10 no final deste ano, frente aos R$ 2,50 anteriores. Já em relação ao ano de 2010, a projeção é que a moeda norte-americana encerre cotada a R$ 1,90, enquanto anteriormente era esperado um valor próximo a R$ 2,60.

Novas projeções

Alimentando seus modelos com estes dados, os analistas elevaram as estimativas de lucro por ADR (American Depositary Receipt) das duas instituições. No caso do Itaú Unibanco, em 2009 houve uma ampliação de 18%, ao passo em que a projeção foi elevada em 27% para 2010.

Já o Bradesco viu um incremento de 20% nas projeções de ganhos por papel norte-americano em 2009, enquanto em 2010 a estimativa de retorno subiu 27%.

Deste modo, as ADRs do Itaú Unibanco tiveram seu preço-alvo elevado em 23%, para US$ 16,00 cada, ao passo em que as do Bradesco foram fixadas em US$ 14,00, 27% maiores que o valor teórico anterior.

Cenário real

Embora as projeções em dólar tenham sido impulsionadas, o mesmo não ocorre quando são analisadas as estimativas em reais. “Nossas projeções em moeda local continuam relativamente estáveis”, afirmam os analistas, que também ressaltam o fato de seus dados estarem abaixo do consenso de mercado.

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Em sua opinião, os bancos no Brasil enfrentam um ano dificultado pela menor expansão do crédito, pressão nas margens e deterioração na qualidade da base de ativos. Tendo em vista os múltiplos sob os quais os papéis das instituições têm sido negociados, os analistas não fazem rodeios: “as ações não são atrativas”, concluem.