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SÃO PAULO – O Morgan Stanley atribui classificação overweight às ações da OGX (OGXP3) e elevou em 55% seu preço-alvo para o final de 2009, agora em R$ 1.583, lembrando que, com a volta do apetite por risco, a ação da companhia subiu 83,5% no acumulado do ano, apesar de ainda estar abaixo de seu preço na oferta pública inicial.
A instituição aposta em três grandes catalisadores que devem dirigir a escalada do desempenho dos papéis da petrolífera. O primeiro deles é a expectativa de que a D&M (DeGolyer and MacNaughton) revise para cima sua avaliação quanto às reservas da Bacia de Campos, que deve sinalizar reservas líquidas de risco equivalentes a dois bilhões de barris de petróleo equivalente.
Além disso, outro driver importante apontado pelo banco diz respeito ao potencial trazido pela exploração nessa bacia, área relativamente bem conhecida geologicamente pela administração da empresa.
O terceiro catalisador deve ser o upside proporcionado pela exploração na Bacia de Santos, após duas descobertas anunciadas pela Petrobras (PETR4) em dois blocos localizados na mesma região em que estão os blocos da OGX.
Expectativas
O Morgan Stanley ainda acredita que a OGX fará importantes descobertas em sua atividade de prospecção nos próximos seis meses. A principal controvérsia, no entanto, se mantém quanto à precificação de uma avaliação da D&M maior do que a do cenário usado como base.
A equipe de análise ainda lembra que nem o potencial de valorização associado à avaliação das reservas, nem possíveis novas descobertas estão devidamente embutidas no valor de mercado da companhia, enquanto incertezas que circundam o desempenho do preço das ações preocupam os investidores.
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Riscos
Para o Morgan Stanley, há de ser considerado o risco de a avaliação da D&M frustrar os prospectos do cenário tomado como base para suas estimativas. Adicionalmente, aponta para uma tendência baixista para a curva de preços do petróleo no longo prazo que rompa a barreira de US$ 85 o barril considerada na análise.
Por fim, cita também a possibilidade de uma alteração regulatória no Brasil que venha a comprometer a lucratividade da petrolífera.