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SÃO PAULO – O Morgan Stanley concordou em pagar US$ 4 milhões para resolver reivindicações regulamentares norte-americanas para adequar os seus controles de risco. As falhas existentes anteriormente permitiram que um funcionário desonesto em uma empresa cliente se envolvesse em uma operação fraudulenta.
A instituição financeira não conseguiu defender os limites de crédito para a empresa cliente, Rochdale Securities, onde um comerciante desonesto em 2012 se envolveu em uma negociação maciça de ações da Apple, informou a Securities and Exchange Commission (SEC), fiscal do mercado de capitais equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
“As corretoras financeiras se tornam intermediários importantes quando elas oferecem aos clientes acesso direto aos mercados de valores mobiliários e neste caso o Morgan Stanley não fez jus a sua responsabilidade”, explicou Andrew Ceresney, diretor da divisão de fiscalização da SEC, em um comunicado.
O investidor comprou cerca de US$ 525 milhões em ações da Apple em um único dia, em 25 de outubro de 2012, ultrapassando o limite de negociação pré-definido da Rochdale de US$ 200 milhões pelo Morgan Stanley. O investidor David Miller se declarou culpado após ser acusado.