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SÃO PAULO – A taxa global de inadimplência mensurada pela agência de classificação de risco Moody’s encerrou dezembro em 0,9%, atingindo, assim o menor patamar desde o último mês de 1981, quando marcava default de apenas 0,7%. Há doze meses, a taxa estava em 1,7%.
Contudo, as estimativas da agência de risco apontam que o indicador terá um forte repique em 2008, encerrando o ano em 4,8%. Para o ano seguinte as projeções seguem pessimistas: a Moody’s espera que a taxa de inadimplência atinja a média histórica de 5%.
Para Kenneth Emery, diretor de pesquisa de Inadimplência Corporativa da Moody’s, dezembro marca a mínima de um ciclo de baixas taxas de default. Nas últimas semanas, diversos emissores não cumpriram suas obrigações, o que deve impulsionar as taxas de inadimplência nos próximos 30 dias.
Piora de cenário
Em comunicado oficial divulgado nesta terça-feira (8), Emery ainda disse que a alta nas estimativas de default para os próximos anos é resultado da deterioração dos fundamentos macroeconômicos e da modesta piora no mix dos emissores de títulos de caráter especulativo.
Em linha com este cenário de pressão sobre as taxas de inadimplência nos próximos períodos, o Moody’s speculative-grade corporate distress index, que mede a parcela de emissores com débitos em patamar alarmante, atingiu em dezembro 11,5%, maior nível desde julho de 2003. Há doze meses, a taxa estava em 4,2%.