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SÃO PAULO – A agência de classificação de risco Moody’s Investors rebaixou o rating de Portugal em duas notas, de “Aa2” para “A1”, com perspectiva estável, segundo comunicado pela agência.
Os motivos que nortearam o rebaixamento de Portugal foram a perspectiva de que as finanças governamentais do país continuem a enfraquecer no médio prazo, além de prospectos desfavoráveis em relação ao crescimento da economia portuguesa no médio e longo prazo.
“A dívida média do governo português em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) e às receitas tem aumentado rapidamente ao longo dos últimos dois anos”, alertou o vice-presidente e analista senior do grupo de Risco Soberano da Moody’s, Anthony Thomas.
Voltando-se para o futuro, a agência demonstra acreditar que a dívida fiscal de Portugal vá continuar a se deteriorar por pelo menos dois ou três anos. Para a Moody’s, a relação dívida/PIB pode crescer para até 90%, enquanto a relação dívida/receitas poderia chegar à marca de 210%.
A Moody’s ainda explicou que a ação conclui a revisão para possíveis rebaixamentos iniciada em 5 de maio deste ano.
Fim do oligopólio
Em entrevista ao jornal francês Libération nesta terça-feira (13), o presidente do BCE (Banco Central Europeu), Jean Claude Trichet, defendeu o fim do oligopólio das três grandes agências de rating, sendo elas a Moody’s Investors, Standard & Poor’s e Fitch.
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Trichet afirmou que as ações destas agências amplificam os movimentos de altas e baixas nos mercados.