Moody’s rebaixa perspectiva para ratings do Brasil e dólar fecha com alta de 2,29%

O pessimismo do mercado piorou com rebaixamento da Moody's e com resultado de nova pesquisa eleitoral

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SÃO PAULO – O dólar operou todo o dia em tendência de alta, fechando o dia cotado a R$ 2,7700. A alta se deveu principalmente ao rebaixamento da perspectiva para o rating do Brasil pela agência de risco Moody’s, além da reação ruim do mercado à divulgação de mais uma pesquisa eleitoral.

Moody’s rebaixa perspectiva para rating do Brasil

A Moody’s anunciou nesta quinta-feira a redução da perspectiva para a dívida brasileira, tanto em moeda nacional como em estrangeira, de “estável” para “negativa”. Tal medida, segundo a agência, se deve à turbulência do mercado causada pelo medo dos investidores sobre a capacidade do governo de rolar a dívida pública.

A divulgação de uma nova pesquisa eleitoral, que apontou estabilidade na porcentagem dos votos do candidato José Serra, foi também um dos determinantes da alta do dólar nesta quinta-feira. A falta de confiança dos investidores nacionais e estrangeiros com os papéis do governo se deve em grande parte à incerteza em relação às eleições presidenciais de outubro.

Além disto, a manutenção da taxa Selic em 18,5%, anunciada ontem pelo Copom (Comitê de Política Monetária), e o relatório divulgado nesta quinta-feira pelo JP Morgan, afirmando que os atuais prêmios exigidos dos papéis brasileiros indicam temor de inadimplência (default) em seis meses, reforçaram também o pessimismo dos investidores.

Dólar sobe e fecha cotado a R$ 2,77

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,7650 na compra e R$ 2,7700
na venda, forte alta de 2,29% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 2,7420, representando um deságio de 0,83%
em relação ao dólar comercial.

Com esta alta, o dólar acumula valorização de 10,23% em junho, frente à alta de 6,39% registrada no mês passado.

No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 19,65%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em julho
encerrou o dia cotado a R$ 2.784, forte alta de 2,43% em relação ao fechamento
de R$ 2.718 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em agosto, por sua vez, fechou em forte alta de 2,11%,
atingindo R$ 2.813 frente a R$ 2.755 do fechamento de quarta-feira.

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