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Um dia após a S&P e a Fitch terem rebaixado a nota de crédito (rating) da Braskem (BRKM5), a Moody’s seguiu o mesmo caminho nesta terça-feira (30), reduzindo o rating da petroquímica de B2 para Caa3 e mantendo a perspectiva negativa. Às 12h37, as ações da companhia caíam 0,90%, a R$ 6,60. Até o fechamento da véspera, os papéis acumulavam perda de 44,86% no ano.
Segundo a agência, o contratação de consultores financeiros e jurídicos para elaborar alternativas econômico-financeiras eleva o risco de transações consideradas de distressed (em dificuldades financeiras), devido à contínua queima de caixa e à fragilidade operacional da companhia.

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Nos 12 meses encerrados em junho de 2025, a alavancagem ajustada da Braskem (incluindo o México) atingiu 15,3 vezes, enquanto o fluxo de caixa livre foi negativo em R$ 8,8 bilhões, refletindo operações fracas e desembolsos relacionados a provisões em Alagoas.
Sem medidas que aumentem o EBITDA, a Moody’s projeta que a alavancagem ajustada permanecerá entre 11x e 13,5x nos próximos 12 a 18 meses, já que a lucratividade continua pressionada pelos spreads petroquímicos, apesar das iniciativas de melhoria operacional da empresa.