Publicidade
A América Latina continuará a crescer, com ritmo mais moderado e mais baseada em fontes domésticas do que na demanda externa. A avaliação, feita pela agência de classificação de risco Moody’s, mostra as perspectivas do continente para este ano.
Segundo o documento divulgado nesta terça-feira (8), a América Latina tende a diminuir o impacto da desaceleração da economia mundial e continuar crescendo graças ao seu forte mercado interno.
Performance em 2007
De acordo com a avaliação da Moody’s, a América Latina conseguiu crescer em ritmo constante no ano passado, baseada na forte demanda doméstica e no alto preço das commodities. Somado a isso, a entrada de capitais levou a uma valorização das moedas e ao aumento das reservas internacionais.
Na mesma direção, o continente conseguiu se manter firme frente às turbulências do mercado externo, influenciadas pela crise do Subprime nos EUA.
A explicação da agência é de que a baixa exposição da economia latino-americana a negócios de risco, o mercado interno forte e a macroeconomia disciplinada fizeram com que as agitações atingissem somente o mercado financeiro e não a economia real.
Entre os pontos negativos listados pela Moody’s estão as pressões inflacionárias e o conseqüente aperto na política monetária, vistos na maior parte da região.
Perspectivas para 2008
A avaliação da Moody’s é de que a expansão da América Latina, que chegou a uma taxa estimada de 5,2% no ano passado, sofra uma leve desaceleração, ficando em torno de 4,8%. “Entretanto será saudável, pois o crescimento tão acelerado poderia acarretar na alta dos preços e deterioração da balança externa.”
Continua depois da publicidade
Brasil
Segundo a agência, a economia brasileira tem uma forte expansão, influenciada pelo mercado interno sólido e política monetária mais flexível. O país continuará crescendo, de forma mais consistente e sustentável, baseado em fontes domésticas. Os problemas que devem ser enfrentados giram em torno da pressão inflacionária, que deve ficar em torno de 4%.
México
A economia do México deve crescer de forma mais consistente em 2008, segundo a Moody’s. A economia terá algumas mudanças estruturais e deve ser sustentada por estímulos mais fortes no mercado interno.
Chile
O crescimento da economia do Chile continuará de modo consistente e baseado em uma política monetária favorável, demanda interna forte e exportações primárias dinâmicas. A inflação deve ser o maior problema enfrentado, mas deve diminuir em comparação com 2007.
Continua depois da publicidade
Argentina e Venezuela
Segundo consta no relatório, as maiores desacelerações devem ser vistas na Argentina e Venezuela. Os dois países devem enfrentar pressões inflacionárias, sendo que a Venezuela deve ainda ter problemas com a falta de investimentos produtivos.
Colômbia e Peru
Esses dois países também terão uma moderação no crescimento induzidas pelo governo, já que os bancos centrais de ambos os países têm apertado a política monetária. A inflação segue baixa, comparada às médias históricas, mas deve sofrer uma aceleração durante o ano.