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SÃO PAULO – A Moody’s reiterou o rating de crédito Baa2 para o Brasil, de acordo com relatório anual publicado nesta quarta-feira (20). A perspectiva da nota é positiva, o que indica que o nível pode ser elevado no futuro.
Justificando a manutenção do rating brasileiro, a agência cita “a elevada força econômica do País sustentada pela sexta maior economia do mundo, por um nível relativamente alto de diversificação, e por um grande e crescente mercado doméstico que atenua o impacto dos choques externos adversos”.
No documento, a Moody’s diz que o perfil fiscal do País é caracterizado por receitas e gastos do governo consistentemente elevados. “As receitas do governo de cerca de 37% do PIB são comparáveis àquelas vistas em economias mais ricas. Estas receitas combinadas com despesas do governo próximos a 40% do PIB tem levado a déficits fiscais de 3% a 4% do PIB”.
Porém, a agência destaca que, embora os índices do Governo tenham atingido 55% a 60% do PIB (Produto Interno Bruto), eles têm demonstrado uma tendência de queda moderada nos últimos anos. “A competente gestão de dívida pública tem reduzido significativamente a parcela tanto de obrigações denominadas em moeda estrangeira como de dívida pós-fixada”, diz o comunicado.
Necessidades
No entanto, a Moody’s alerta para necessidade de estender o perfil de vencimento da dívida e de reduzir necessidades de refinanciamento, para um maior fortalecimento do perfil de crédito do Governo.
“A tendência de crescimento do Brasil de aproximadamente 4%, menor do que o crescimento nas economias emergentes, continua sendo limitada por baixos índices de investimento e poupança”, avalia a agência, acrescentando que “as reformas fiscais e previdenciárias são necessárias para remover obstáculos estruturais que limitam a elevação do rating do Brasil no médio prazo”.