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SÃO PAULO – Entre rumores sobre a nacionalização de bancos nos EUA, a Moody’s comentou em relatório nesta terça-feira (24) sua previsão para os ratings das instituições financeiras, e esclareceu detalhes da nova metodologia empregada na sua avaliação.
Para a agência de classificação de risco, quando o período de crise terminar, as notas atribuídas à boa parte dos bancos mais desenvolvidos deverá continuar indicando grau de investimento, devido à ajuda dos governos. “Entretanto, os ratings de força financeira podem experimentar maior volatilidade e, inicialmente, cair”, escreveu Gregory Bauer.
Segundo o autor do comunicado, que também é um dos diretores da instituição, essa nota indica a opinião da Moody’s em relação à quão segura é a situação financeira da empresa e exclui qualquer possibilidade de ajuda que ainda não tenha sido concretizada.
Metodologia atualizada
“A respeito dos ratings concedidos durante esse período turbulento, nós temos aplicado, e continuaremos a aplicar, a nossa metodologia com objetivo de criar um ranking ordenado dos riscos de crédito das instituições financeiras”, comentou a Moody’s. “Alguns pontos que antes não eram tão pesados passaram a ser por conta do cenário atual”, disse.
O refino na sondagem da agência de classificação deverá colocar maior ênfase na ajuda concedida aos bancos, além de aspectos mais específicos e que sejam cruciais à segurança e à saúde das empresas – “muitas vezes esse fatores exprimem melhor a realidade de crédito escasso”.
De acordo com Gregory Bauer, a Moody’s deverá comentar em breve os instrumentos híbridos de capitação de recursos, bem como uma atualização na análise de socorro a bancos em termos monetários locais e estrangeiros.