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SÃO PAULO – O setor de Análise Econômica & Crédito ao Consumidor da Moody’s Analytics divulgou, através de relatório produzido nesta segunda-feira (27), que não acredita na necessidade de elevação da taxa de juros no Brasil, pois um possível choque inflacionário em 2011 não teria ligação com a expansão da base monetária.
Apesar de ser crescente no mercado o sentimento de necessidade da elevação da taxa Selic, como forma de prevenção à uma possível alta na inflação à frente, analistas do Moody’s acreditam que choques externos viriam a ser os maiores responsáveis por uma escalada nos preços.
“Portanto, o Banco Central não deve ativar a artilharia monetária contra esse tipo de inflação”, aponta o diretor da Moody’s Analytics para a América Latina, Alfredo Coutiño.
Externalidades
Para os especialistas, a contração monetária pode ser ineficiente quando utilizada indiscriminadamente para combater a alta da inflação. Fatores externos que estão além da influência direta do Banco Central, como o alto preços das commodities, podem ser responsáveis pela alta.
Após a recessão de 2009 a economia brasileira entrou em processo intenso de recuperação, com crescimento em 2010 acima do esperado, afirmam os analistas. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pelo aumento do consumo interno. Com oferta de crédito maior do que a capacidade de aumento da produção, houve consequentemente um aumento de preços para o consumidor.
Inflação brasileira
Para os analistas, o Bacen agiu corretamente ao elevar a taxa de juros para 10,75% em julho, o que fez com que a alta acumulada dos preços ao consumidor recuasse para 4,5% em agosto, comprovando que o remédio contra a inflação foi dado na dose exata.
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Porém, os analistas da Moody’s não creem que seja necessária nova elevação da taxa de juros para contenção do processo inflacionário. Por isso, os analistas acreditam que o Banco Central não deva ceder aos anseios momentâneos do mercado por uma nova elevação da taxa básica de juros.