Publicidade
SÃO PAULO – A decisão do governo de adiar a votação da reforma da Previdência para fevereiro do ano que vem é um risco negativo para o rating brasileiro e indica falta de apoio político por parte de Michel Temer, afirmou na tarde de quinta-feira (14) Samar Maziad, vice-presidente e analista sênior da Moody’s.
“[O adiamento] fortalece as preocupações sobre a capacidade do governo para cumprir o teto de gastos e endereçar efetivamente as tendências fiscais adversas que têm gerado uma persistente deterioração do perfil de crédito do país nos últimos anos”, afirmou Maziad. Segundo ele, isso aumenta a possibilidade de que a reforma não seja votada no ano que vem, dada incerteza em torno das eleições presidenciais.
Em maio, em vista das incertezas com o andamento da agenda de reformas, a agência de classificação de risco alterou a perspectiva da nota de crédito brasileira de estável para negativa, o que indica possibilidade de um rebaixamento.
Mais cedo, segundo matéria publicada pela Folha, a Fitch Ratings avisou que nesse cenário sem reforma da Previdência poderia rebaixar o rating brasileiro em vista da perspectiva de deterioração do quadro fiscal. A agência de classificação de risco possui nota “BB” para o Brasil, dois níveis abaixo do grau de investimento, além da perspectiva negativa.