Alerta

Moody’s alerta para aumento do endividamento do Brasil com economia fraca e juros altos

Segundo o relatório, os níveis de dívida do Brasil vão continuar aumentando até 2016 e vão permanecer elevados, apesar dos esforços fiscais do governo

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SÃO PAULO – Em relatório, a agência de classificação de risco Moody’s destacou que a economia fraca e as altas taxas de juros dificultam a redução da dívida do Brasil. Segundo o relatório, os níveis de dívida do Brasil vão continuar aumentando até 2016 e vão permanecer elevados, apesar dos esforços fiscais do governo, o que deve enfraquecer o perfil de crédito soberano do perfil.

A Moody’s destaca que os níveis de endividamento do país são mais elevados do que o de seus pares com rating Baa2 e que podem divergir ainda mais.

A agência destaca que as tendências fiscais do Brasil são apenas um dos vários fatores de condução do rating de crédito e de suas perspectivas. As receitas do governo caíram mais rapidamente do que as despesas como resultado de um crescimento da economia mais fraco do que o esperado. Os cortes de despesas e custos devem compensar apenas parcialmente a queda na receita.

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“A administração de Dilma Rousseff definiu metas de superávit primário de 1,2% do PIB em 2015 e 2% em 2016 como um meio de recuperar a credibilidade política, mas é improvável que consiga atender a essas metas”, diz Mauro Leos, vice-presidente e Diretor de Crédito Senior da Moody’s. E as altas taxas de juros aumentam os custos de financiamento da dívida.”Mesmo se o Brasil atinja as suas metas de superávit primário, as altas taxas de juros irão manter o fardo de altos juros para o governo até 2016 “, diz Leos.

Como resultado desses fatores, os níveis da dívida do Brasil continuarão subindo, atingindo um máximo de 66% do PIB em 2016 e mantendo-se acima de 60% para o resto desta administração. Neste período, a Moody’s não espera que o superávit primário ultrapasse 2% do PIB. “Enquanto a posição fiscal do Brasil permanecer pressionada, a trajetória futuro do rating do Brasil dependerá em última análise da avaliação da Moody’s de uma série de riscos fiscais, econômicos, políticos e externos”, ressalta a agência.