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SÃO PAULO – Cenário internacional conturbado? Alta volatilidade? Analistas do Société Générale acreditam que esses fatores podem ter aberto espaço para para o posicionamento junto a ativos de risco.
Para Patrick Legland e Daniel Fermon, o mercado ainda não pode precificar com exatidão os efeitos do terremoto ocorrido no último dia 11 no Japão, no entanto houve reflexos negativos exagerados, causando certas anomalias e gerando oportunidades para investidores.
Através de testes estatísticos apresentados pelo banco francês é possível observar que as bolsas de Tóquio e de Londres, bem como o ouro, figuram entre os ativos mais subvalorizados.
Aversão ao risco deve recuar
Ainda segundo dados do Société Générale, o indicador de aversão ao risco do banco atingiu patamares altíssimos nos últimos dias, comparáveis apenas ao auge da crise fiscal europeia, em maio de 2010 e à quebra do Lehman Brothers, em setembro de 2008.
Nas duas ocasiões, o indicador de apresentou recuperação dentro de cerca de dois meses, o que provoca a expectativa relativamente positiva no curto prazo.
Custo da reconstrução
De acordo com as projeções da dupla, o pior cenário para o Japão contempla uma perda 0,3% da capacidade produtiva total do país. Porém, Legland e Fermon acreditam que o país asiático tenha todos os meios financeiros e possibilidades para arcar com sua reconstrução. As alternativas incluem aumento de impostos, emissão de moeda, empréstimos e vendas de ativos no exterior.
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Só em treasuries, o Japão possui cerca de US$ 880 bilhões, o que supera com folga as estimativas do Société Générale para os custos da catástrofe, avaliadas entre US$ 125 bilhões e US$ 250 bilhões.
O que inferir sobre o mercado após a catástrofe no Japão?
| O yen chegou a um novo pico frente ao dólar |
| A incerteza prevalece no mercado japonês mas o índice Nikkei parece “barato” |
| Os mercados de ações internacionais estão suportando bem os efeitos da tragédia |
| Commodities parecem resilientes à crise, especialmente gás natural frente aos questionamento à energia nuclear |
| Fonte: Société Générale |