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SÃO PAULO – O governo decidiu definir o que se paga em todos os tipos de chamadas, para tentar reduzir as distorções nas tarifas de telefonia. Para o conselheiro da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Pedro Jaime Ziller de Araújo, a definição de um modelo de custo, que deverá ser implantado até 2010, irá corrigir as contradições nas cobranças e evitar subsídios cruzados.
“Estamos insistindo e a proposta está chegando agora a um modelo mais consistente. Trata-se do modelo de custos de telefonia. Esse modelo vai servir tanto para a telefonia fixa quanto para a móvel. A expectativa que se tem é que, ao estabelecer esse preço, a gente consiga baixar a assinatura básica, os valores de interconexão e mais o que se consiga baixar no geral”, afirmou.
Diferenças
Segundo a Agência Brasil, como um exemplo de distorção, Ziller considera as diferenças de cobranças nas ligações pré e pós-pagas. “Como posso falar dentro de uma mesma rede e pagar seis centavos (no pós-pago) e R$ 1 (no pré-pago). Quando falo de uma rede para outra, pago cinqüenta centavos? Tem alguma coisa que não está correta”, considera.
Para ele, o modelo é necessário para indicar o que está errado. “Não adianta tentar corrigir pontualmente uma coisa e não ter referência do outro lado. Tem que ter uma visão mais global para poder defender, e o modelo de custo vai nos dar essa visão”, afirma.
Ziller também considera que o valor cobrado pelo pré-pago acaba financiando as tarifas do pós-pago. “Trata-se de um Robin Hood às avessas”, comenta.
Segundo o conselheiro, o sistema pré-pago é um fenômeno tipicamente brasileiro, que contou com o impulso da ligação a cobrar, que teve início no Brasil. “A lógica não é pagar menos e sim não usar telefone”.
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Adoção cada vez maior do celular
Atualmente, 14% das residências brasileiras possuem somente o telefone móvel, de acordo com dados da Anatel. Essas casas estão principalmente, nas grandes cidades e com o uso de celular pré-pago.