MMX e OGX avançam mais de 7% e Petrobras sobe 4%; veja mais destaques

Em seu pregão de estreia, ação da Biosev cai 14,33% mas "put" vendida no IPO subiu 980%; Bradesco sobe 1,2% no último pregão antes do resultado do 1º trimestre
Igarape, 05 de novembro de 2011Imagens aereas das minas de minerio de ferro Tico Tico e Ipe, da empresa MMX, no complexo Serra Azul.Foto: Bruno Magalhaes / Nitro
Igarape, 05 de novembro de 2011Imagens aereas das minas de minerio de ferro Tico Tico e Ipe, da empresa MMX, no complexo Serra Azul.Foto: Bruno Magalhaes / Nitro

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SÃO PAULO – Nem a alta de 1,44% desta sexta-feira (19) – a 2ª seguida – conseguiu evitar um recuo de 1,88% do Ibovespa na semana, que encerrou o período aos 53.928 pontos. No último pregão da semana, ajudou no avanço do índice de ações o bom desmepenho das empresas do grupo EBX, de Eike Batista, da MRV Engenharia (MRVE3) e da Petrobras (PETR3; PETR4).

As ações ordinárias da estatal de petróleo subiram 4,04%, a R$ 16,74, enquanto as preferenciais avançaram 3,70%, cotadas a R$ 18,48. O movimento ascendente, que já era visto desde a véspera, acompanha principalmente o relatório do Credit Suisse divulgado nesta sessão, apontando 13 motivos para comprar “agora” os papéis da companhia.

Além disso, repercutiu nesta sexta a notícia de que a Shell estaria interessada em ativos da Petrobras no Golfo do México. Entre os ativos da empresa estão os campos de produção de Cascade e Chinook, onde a estatal realizou grandes descobertas de petróleo.

“Mundo X” lidera os ganhos do dia
Entre as maiores altas do dia no Ibovespa ficaram as três companhias do grupo EBX listadas no índice. Em primeiro lugar ficaram os aitvos da MMX Mineração (MMXM3), que avançaram 9,24%, para R$ 2,01. Logo atrás ficaram os papéis da OGX Petróleo (OGXP3), que subiram 7,94%, para R$ 1,36.

O desempenho reflete a notícia de que executivos da Petronas, uma das maiores petroleiras da Ásia, consultaram autoridades brasileiras sobre o campo de Tubarão Martelo, área da companhia localizada na bacia de Campos, em sinalização de que as duas empresas podem estar negociando o ativo.

Seguindo as duas, os ativos da LLX Logística (LLXL3) subiram 4,28%, cotados a R$ 1,95. Fora do índice, os papéis da MPX Energia (MPXE3) não acompanharam o resto do grupo e fecharam estáveis a R$ 9,23. Já a CCX Carvão (CCXC3) fechou cotada a R$ 3,50, com alta de 3,24%.

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MRV e Aliansce sobem após prévia operacional
As ações da MRV Engenharia (MRVE3) também ficaram entre as maiores altas do Ibovespa nesta sexta, refletindo o resultado da prévia operacional do 1º trimestre do ano, cujos números foram bastante elogiados pelos analistas. Os papéis da companhia subiram 4,80%, a R$ 8,96, mas na máxima do dia chegaram a subir 7,60%, aos R$ 9,20.

A companhia registrou 34% de aumento nas vendas contratadas do trimestre, com R$ 1,1 bilhão. No período, foram vendidas 8,816 mil unidades, alta de 21% em relação aos três primeiros meses de 2012. De janeiro a março, a velocidade de vendas – medida pela relação de venda sobre oferta – ficou em 21%, acima dos 19% apurados um ano antes.

“A empresa segue mostrando consistência nas suas operações a despeito dos problemas que cercam o setor”, diz em relatório a equipe de análise da Planner Corretora. Já os analistas da XP Investimentos dão destaque positivo ao resultado por conta da expectativa de que era espera um nível relativamente baixo de lançamentos no trimestre por conta dos problemas legais que a empresa enfrentou em janeiro.

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Já a Aliansce Shopping Centers (ALSC3), que também divulgou a prévia operacional, viu suas ações subirem 3,22% nesta sessão, encerrando a R$ 23,42. Este foi o 4º dia de alta dos papéis da companhia, que acumulam mais de 8% de valorização neste período.

Bradesco sobe 1% na véspera do resultado
As instituições financeiras sofreram nos últimos pregões, caindo em 5 das últimas 6 sessões, porém, nesta sexta-feira as companhias do setor voltaram a fechar em alta. As ações do Itaú Unibanco (ITUB4) e seu braço de investimentos, a Itaúsa (ITSA4) fecharam com as maiores altas entre os pares, avançando 2,20% e 2,50%, respectivamente, fechando a R$ 33,41 e R$ 9,85.

Outra companhia que teve alta nesta sessão foi o Bradesco (BBDC4), que avançou 1,16%, encerrando o dia a R$ 32,30. Vale ressaltar que antes da abertura do próximo pregão, na segunda-feira (22), o banco irá apresentar seu resultado do primeiro trimestre de 2013.

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Já as units do Santander (SANB11) subiram 2,03%, aos R$ 14,58, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) foi a única empresa do setor a fechar em queda, caindo 0,86%, para R$ 26,60, ficando como a 3ª maior desvalorização do dia no índice.

IPO da Biosev: ação cai 14%, mas “put” sobe 980%
A Biosev (BSEV3), empresa de açúcar e etanol, estreou nesta sexta na BM&FBovespa. Em seu primeiro dia de negociações, as ações da companhia tiveram queda de 14,33%, indo de R$ 15 (preço fixado na oferta) para R$ 12,85. Na mínima do dia, as ações atingiram perdas de 15,67%, a R$ 12,65. Por conta disso, as “puts” (opções de venda) das ações da companhia subiram 980% neste pregão, saltando de R$ 0,25 para R$ 2,70.

Esse IPO (Oferta Inicial Pública) da Biosev teve como novidade a possibilidade do investidor adquirir junto às ações um contrato que lhe dá o direito de, depois de 15 meses, vender essas ações pelos mesmos R$ 15 que foram pagos na oferta, se estiverem valendo menos no mercado. A compra da opção de venda do papel não foi obrigatória. Para os acionistas que optassem pela opção de venda, foi cobrado o valor de R$ 0,25.

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Uma opção de venda dá ao titular o direito de vender um determinado ativo pelo preço estabelecido no contrato da opção, durante determinado período de tempo. Desta forma, em meio à forte queda dos ativos, o preço das opções de venda disparam.

BHG despenca após preço da oferta de ações vir abaixo do mercado
O BHG – Brazil Hospitality Group (BHGR3) -, terceira maior rede hoteleira do país, divulgou o prospecto definitivo para a distribuição primária de 18.779.343 ações ordinárias na manhã desta sexta-feira, com as ações sendo fixadas ao valor de R$ 17,50. Com isso, as ações da empresa, que haviam fechado o pregão anterior a R$ 18,21, caíram 6,64% nesta sexta-feira, para R$ 17,00.

Na sessão anterior, os papéis BHGR3 já haviam registrado expressiva baixa, fechando com desvalorização de 6,57%, a R$ 18,21. De acordo com o prospecto da oferta, divulgado pela CVM, o preço por ação foi fixado após a conclusão do procedimento de coleta de intenções de investimento realizado com Investidores Institucionais pelos coordenadores da oferta, pelo coordenador contratado e pelos agentes de colocação internacional.

A operação pode ser acrescida de lotes suplementar e adicional com até 2.816.901 e 3.755.869 papéis, respectivamente. Caso haja a distribuição integral de todos os lotes, a companhia pode captar cerca de R$ 433,66 milhões.

A oferta, que será realizada no Brasil e terá esforços de colocação no exterior, está sendo coordenada por Itaú BBA (líder), BTG Pactual, Bradesco BBI, BES Investment e Goldman Sachs. As novas ações da BHG começam a ser negociadas na Bovespa na próxima sessão.


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.