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SÃO PAULO – A MMX (MMXM3), do grupo EBX, pertencente ao empresário Eike Batista, foi denunciada nesta terça-feira (23) pelo Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul por produzir e comercializar carvão irregularmente. Mais duas empresas que atuam no estado – Black Comércio de Carvão Vegetal e HF Argopecuária – também foram denunciadas.
A acusação é de que a MMX estaria comprando carvão vegetal produzido a partir de desmatamento de árvores nativas, adquirido de fornecedor não licenciado vindo do município de Bonito – onde é proibida a exploração de madeira para essa finalidade. A mineradora também foi flagrada recebendo 25 documentos de origem florestal falsos, de uma empresa envolvida em esquema de fraudes do sistema eletrônico de controle de produtos florestais.
O MPF pede que a MMX responda por crime ambiental por deixar de cumprir obrigação de interesse ambiental, operar em desacordo com licença ambiental concedida e desobedecer um auto de infração do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
Procurada pela InfoMoney, a empresa afirmou que embora a MMX Metálicos não tenha sido citada na denúncia formulada pelo Ministério Público, supõe que tal procedimento decorra dos autos de infração lavrados pelo Ibama em 2008, e “confia que o resultado de eventual ação judicial lhe será amplamente favorável, por estar convencida da total e absoluta lisura e correção de seus procedimentos relacionados à aquisição de carvão vegetal no passado”.
A MMX informou ainda que não compra mais carvão desde dezembro de 2008 e não atua mais no setor siderúrgico, uma vez que vendeu em 2009 sua planta de ferro-gusa, tendo se concentrado desde então na produção e comercialização de minério de ferro para os mercados interno e externo.
Ações em alta
Apesar das notícias, as ações da companhia operam em forte alta de 3,89% no início desta tarde, cotadas a R$ 13,63.