Publicidade
SÃO PAULO – O BoJ (Bank of Japan) deve tomar medidas extraordinárias para conter a recessão em que o Japão ingressou com o aprofundamento da crise de crédito internacional, conforme defendeu Atsushi Mizuno, membro da autoridade monetária.
“É importante estarmos prontos para agir prontamente e considerarmos tomar novas ações que possam ser consideradas extraordinárias sob circunstâncias normais”, afirmou, prevendo também que o cenário econômico continuará severo no próximo ano fiscal.
Recuo da economia
A recessão japonesa se intensificou no último trimestre, pressionada pelo colapso da demanda no exterior. A economia do país ainda é muito dependente das exportações, que foram prejudicadas pela crise internacional, com o desaquecimento generalizado.
Em consequência à menor demanda estrangeira, a produção industrial teve queda recorde em dezembro, levando a taxa de desemprego para seu patamar mais elevado em quase 41 anos e reduzindo o salário dos trabalhadores que conseguiram manter seus postos de trabalho.
A perspectiva do banco central japonês não é de melhora em tão curto prazo, já que suas projeções apontam para uma contração de 2% no PIB (Produto Interno Bruto) do país no ano fiscal começado em abril, o maior recuo na era pós-guerra.