Minoritários da PT poderão pressionar aumento na oferta da Telefónica pela Vivo

Relatório aponta possibilidade de minoritários atingirem 50% dos direitos de voto na assembleia da PT; para BES, oferta é insuficiente

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SÃO PAULO – A intensa investida da Telefónica na Portugal Telecom pela aquisição de sua fatia na Vivo (VIVO3) pode não ser suficiente para convencer os acionistas a aceitarem a oferta. É o que indica o relatório do Banco Português de Investimento desta quinta-feira (17). 

Segundo o documento, o espanhóis poderão ser pressionados a elevar sua oferta uma vez que os acionistas minoritários da PT devem deter algo em torno de 50% dos direitos de voto durante a próxima assembleia geral. 

Minoritários?
O BPI lembrou que os acionistas da PT, como o BES (Banco Espírito Santo), CGD, Ongoing , Visabeira e Controlinvest, detêm um total de 26% dos direitos de voto na operadora. Mas, “considerando que a Telefónica poderá não ter a permissão para votar e que, em 2007, quando da oferta da Sonaecom sobre a PT, estes acionistas terem chegado aos 66% dos direitos de voto, deste vez os minoritários da operadora poderão chegar perto dos 50% dos direitos de voto” presentes na assembleia. 

BES: oferta é baixa
Especulações à parte, o próprio CEO (Chief Executive Officer) do BES Investimento, José Maria Ricciardi, revelou nesta quinta ao jornal português Diário Económico, que a oferta da Telefónica para adquirir os 50% na Vivo, não é suficiente. 

“A única solução que vejo é encontrar uma forma para a Portugal Telecom e para a Telefónica terem investimentos importantes no Brasil que não sejam na mesma empresa”, disse o executivo, afirmando ainda que “a chave é ficar no Brasil”.