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SÃO PAULO – De acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo desta quarta-feira (9), o economista Aurélio Valporto, acionista minoritário da OGX Petróleo (OGXP3), está acusando o empresário Eike Batista e executivos da companhia de fraude pela divulgação de perspectivas extremamente otimistas sobre as reservas de petróleo. Além disso, ele sugere que há indícios de uso de informações privilegiadas na compra e venda de ações por Eike na época de divulgação de fatos relevantes.
Valporto é um dos integrantes de um grupo de minoritários que busca mover uma ação judicial contra a petrolífera. Um dos indícios estaria na divulgação do fato relevante de janeiro de 2012, afirmando que havia “presença de hidrocarbonetos no poço 1-OGX-63-SPS, no bloco BM-S-57, na Bacia de Santos” sendo que, um ano depois, o bloco seria devolvido, sem alarde.
O minoritário afirma que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e a BM&FBovespa foram negligentes; desta forma, o grupo formado por Valporto deve processar não somente a OGX, como Eike, a BM&FBovespa e a CVM. Procuradas pelo jornal, a OGX e a bolsa não comentaram as acusações, enquanto a CVM afirmou que o “dever de comunicação de fatos relevantes, internos ou externos, é atribuído exclusivamente à companhia”.
O cenário que se desenha para a OGX segue cada dia mais complicado. Perto de entrar em recuperação judicial, a companhia anunciou na véspera a demissão de cerca de 60 funcionários, enquanto a Bloomberg destacou que os papéis da petrolífera estão sendo negociados como a empresa fosse ser liquidada.