Ministro quer combater hora-extra não paga no Japão

Koizumi defende maior justiça no mercado de trabalho e a redução das diferenças entre trabalhadores integrais e os que trabalham meio período

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SÃO PAULO – Na mesma semana em que o Ministério da Justiça anunciou que pretende facilitar o acesso de estrangeiros ao mercado de trabalho japonês, o primeiro ministro japonês, Junichiro Koizumi, anunciou que o governo pretende combater alguns abusos praticados pelas empresas que atuam no país.

Koizumi destacou a necessidade de reduzir o montante de horas-extras trabalhadas que não são pagas aos trabalhadores, e aproveitou para recomendar que patrões e funcionários busquem uma solução para o impasse.

Condições mais justas

O primeiro ministro japonês também destacou a importância de melhorar as condições do mercado de trabalho, e não descartou uma revisão da atual legislação trabalhista. Koizumi afirmou que é necessário diminuir as diferenças salariais e de condições de trabalho oferecidas aos trabalhadores por tempo integral e os por tempo parcial.

Levantamento recente do Ministério do Trabalho apontou o uso intenso da mão de obra por tempo parcial, como alternativa para redução dos custos das empresas japonesas. Neste contexto, enquanto a mão de obra por tempo integral registrou recuo de 1,1% na comparação com 2003, a mão de obra por tempo parcial cresceu 5,5% no mesmo período.