Publicidade
SÃO PAULO – O Imposto de Renda não deve diminuir. A afirmação é do próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega, que na última terça-feira (14) comentou as medidas que deverão ser anunciadas ainda este ano com o intuito de estimular a economia.
“A redução que nós queremos fazer é naqueles tributos que têm um impacto mais positivo sobre o crescimento”, explicou o ministro à Agência Brasil, acrescentando que, pelo IR não possuir esse impacto, “não é prioritário”.
Empresas
Mantega detalhou ainda que essas diminuições de arrecadação federal não atingirão diretamente as pessoas físicas, uma vez que as oito propostas apresentadas compreendem o setor produtivo, como Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o Programa de Integração Social e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) e tributos na área de exportação.
“As empresas hoje pagam uma carga excessiva e o consumidor brasileiro também”.
Estados e ICMS
A idéia agora é realizar estudos com os governos estaduais para que os impostos tenham nova redução, já que a reforma tributária em negociação no Congresso Nacional é insuficiente para promover um ambiente fiscal mais favorável.
Como exemplo Mantega citou o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). De responsabilidade dos Estados, é um dos que mais pesam na carga tributária brasileira. Atualmente, cada região tem uma legislação diferente para o tributo.