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Minerva capta R$ 1 bilhão em oferta de ações; Braskem paralisará unidade da Bahia e mais notícias

Confira os destaques da B3 na sessão desta sexta-feira (24)

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Em destaque no radar, está a oferta de ações da Minerva, que captou cerca de R$ 1 bilhão para o caixa da companhia. A CSN informou que venderá US$ 1 bilhão (R$ 4,16 bilhões) em notes nos Estados Unidos, com vencimento para 2028. Segundo a siderúrgica, o dinheiro levantado com a operação será usado no pagamento de outras notes emitidas pela empresa no passado e que vencem em 2020. Já a Petrobras comunicou que iniciou a fase não vinculante para a venda da sua participação na BSBios, produtora de biocombustível no Sul do Brasil.

Minerva  (BEEF3

O frigorífico Minerva confirmou a captação de R$ 1,235 bilhão com a oferta de ações a R$ 13, um desconto de 8,9% frente ao fechamento de R$ 14,27 da véspera. Do total, R$ 1,030 bilhão vai para o caixa da Minerva, com a emissão de 80 milhões de ações. Já a família Vilela de Queiroz, que controla a empresa, vendeu 15 milhões de ações. Com isso, obterá R$ 195 milhões.

As novas ações serão negociadas na B3 nos dias 27 e 28 deste mês. Segundo o frigorífico de Barretos (SP), a soma levantada com a oferta primária servirá para pagar dívidas e reduzir a alavancagem da Minerva.

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CSN (CSNA3

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) precificou e começará a venda de US$ 1 bilhão (R$ 4,16 bilhões) em notes nos Estados Unidos, através da sua subsidiária CSN Islands XI Corp. Segundo a empresa, as notes terão vencimento em 2028 e pagarão juros de 6,75% ao ano. “A liquidação das notes está prevista para o dia 28 de janeiro”, informou. Com o dinheiro arrecadado com a venda, a siderúrgica de Volta Redonda (RJ) pretende recomprar a totalidade de outras notes, emitidas pela CSN Resources S.A., e que estão em circulação no mercado internacional. Segundo a empresa, essas notes que serão recompradas vencem em 2020.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras comunicou ao mercado que sua subsidiária Petrobras Biocombustíveis iniciou a fase não vinculante para a venda da sua participação de 50% na BSBios – Indústria e Comércio de Biodiesel Sul Brasil. A BSBios possui duas fábricas de biodiesel, uma em Passo Fundo (RS) e outra em Marialva (PR). A Petrobras Biocombustíveis possui 50% da empresa e os outros 50% são da sua sócia RP Biocombustíveis S.A. Segundo a petrolífera, tudo será vendido junto e faz parte dos planos de desinvestimento da estatal. A usina em Passo Fundo possui a capacidade de produzir 288 mil metros cúbicos de biodiesel por ano, enquanto a de Marialva tem a capacidade maior, de 411 mil metros cúbicos do combustível. Ambas as fábricas possuem espaços para armazenagem dos grãos.

Eneva (ENEV3)

A Eneva Energia obteve um financiamento de R$ 1 bilhão do Banco da Amazônia S.A. (BASA) para a sua subsidiária Azulão Geração de Energia. Segundo a Eneva, a Azulão usará o dinheiro para a construção, operação e manutenção do projeto Azulão-Jaguatirica, que inclui a usina termelétrica Jaguatirica II e a infraestrutura e produção de gás natural no Campo de Azulão, na Bacia do Amazonas. O financiamento vencerá em 196 meses.

Triunfo (TPIS3)

A Triunfo Participações informou na noite de ontem que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu as multas aplicadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) contra a sua subsidiária, a Aeroportos Brasil Viracopos. O Aeroporto de Viracopos (SP), controlado pela Triunfo e um sócio, está em recuperação judicial.

Braskem (BRKM5)

A petroquímica Braskem informou que fechará sua unidade industrial de cloro-soda em Camaçari (BA) porque a fábrica chegou ao fim da vida útil. Segundo a Braskem, a unidade funciona desde 1979 e tem a capacidade de produção anual de 79 mil toneladas de soda cáustica e 64 mil toneladas de cloro. A petroquímica informou que o fechamento acontecerá em abril deste ano por motivos de segurança. Segundo a empresa, todas as suas outras unidades em Camaçari continuarão a operar normalmente.

Usiminas (USIM5), Gerdau (GGBR4) e CSN (CSNA3)

O banco Morgan Stanley colocou a ação da Usiminas como a sua nova “top pick” para o setor brasileiro de siderurgia, aumentando a recomendação do papel de neutra para acima da média e o preço-alvo da ação de R$ 9,50 para R$ 12,00. Já o papel da Gerdau deixou de ser a “top pick” da carteira de siderurgia e foi rebaixado para neutro.

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O Morgan Stanley fez a mudança porque acredita que após o rali no final de 2019, as ações da Gerdau já se valorizaram 64% e chegou a hora de realizar lucros com o papel. “Nós agora vemos um cenário de risco para o papel, com novo preço-alvo de R$ 22,00 (de R$ 14,50), após a ação da Gerdau ter se valorizado 49% acima do Ibovespa desde outubro”, avalia o banco. Já a ação da Usiminas tem terreno para avançar, acredita o Morgan Stanley. “A Usiminas é a siderúrgica brasileira com maior exposição ao mercado interno”, avalia o banco, que prevê um maior crescimento na demanda por aços longos no País, por causa da reativação da construção civil, que da de aços planos, usados na indústria automobilística e de eletrodomésticos. Já o papel da CSN continua com a nota de neutro. “Nosso novo preço-alvo é de R$ 16,5 para a ação da CSN, acima da anterior de R$ 13,8, uma modesta alta de 5%. Contudo, a CSN pode surpreender se o preço do minério de ferro subir no segundo trimestre de 2020”, avalia.

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