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As ações da Minerva (BEEF3) caíram forte nesta quinta-feira (13), após o balanço do segundo trimestre de 2026 (2T26) levantar preocupações sobre a demanda e a geração de caixa. Os papéis do frigorífico caíram 7,60%, cotados a R$ 3,04.
Embora o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) tenha ficado em linha com o consenso, o Goldman Sachs destacou a conversão ainda fraca de Ebitda em caixa e os riscos relacionados ao fim das cotas brasileiras de exportação de carne bovina para a China, fatores que devem pesar sobre a percepção dos investidores no curto prazo.
O Bank of America (BofA) também chamou atenção para a geração de caixa. A Minerva registrou queima de R$ 611 milhões de fluxo de caixa livre (FCF) no trimestre, principalmente devido ao consumo de R$ 1,1 bilhão em capital de giro. As contas a receber subiram para 42 dias de receita, enquanto os adiantamentos de clientes caíram para 37 dias do custo dos produtos vendidos.
Para o BofA, parte dessa saída de caixa pode ser revertida no segundo semestre, mas o movimento aumenta o risco de a Minerva superar sua projeção de consumo de capital de giro de R$ 300 milhões a R$ 400 milhões em 2026.
Assim, além das preocupações com a demanda e as exportações para a China, a pressão sobre o capital de giro e a fraca conversão de Ebitda em caixa reforçam a cautela dos analistas com as ações.
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Do lado positivo, o JPMorgan destacou a melhora das despesas gerais e administrativas (SG&A), que passaram a representar 10,1% das vendas, ante 10,8% no primeiro trimestre.
Na avaliação do Bradesco BBI, a Minerva apresentou resultados operacionais razoáveis no 2T26, com o EBITDA totalizando R$ 1,23 bilhão e receita líquida de R$ 14,1 bilhões.
O principal destaque negativo foi a queima de caixa, impulsionada pelo consumo de R$ 1,1 bilhão em capital de giro, o que elevou a dívida líquida para R$ 14,4 bilhões e a alavancagem para 2,9 vezes. O aumento no capital de giro foi pressionado pelas maiores exportações para a China, que possuem prazos de recebimento mais longos.
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