Minério de ferro volta a subir após queda dos embarques mundiais

O contrato mais negociado de janeiro do minério de ferro na Bolsa Dalian subiu 0,65%, a 777,5 iuanes (US$109,15) a tonelada

Reuters

Minério (Foto: Bloomberg)
Minério (Foto: Bloomberg)

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CINGAPURA (Reuters) – Os preços futuros do minério de ferro na bolsa de Dalian fecharam em alta nesta quinta-feira, interrompendo uma série de quatro sessões de perdas, devido a uma queda nos embarques globais, embora as preocupações persistentes com o excesso de oferta tenham limitado os ganhos.

O contrato mais negociado de janeiro do minério de ferro na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China subiu 0,65%, a 777,5 iuanes (US$109,15) a tonelada.

O minério de ferro de referência de dezembro na Bolsa de Cingapura subiu 0,37%, para US$103,9 a tonelada.

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Os embarques dos principais produtores de minério de ferro, Austrália e Brasil, mostraram diminuição, levando a uma redução nos embarques globais, disse a corretora chinesa Everbright Futures.

No entanto, com o otimismo e a recuperação que se seguiram ao Comitê Central do Partido Comunista da China agora desaparecendo, os mercados ficaram com poucos detalhes concretos sobre medidas ‘anti-involução’ ou reformas de longo prazo na capacidade siderúrgica, disse Atilla Widnell, diretor administrativo da Navigate Commodities em Cingapura.

O termo ‘anti-involução’ refere-se à campanha da China que visa reduzir o excesso de capacidade e os preços baixos em patamares insustentáveis em muitos setores.

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Até o momento, há pouco incentivo para que as usinas desativem permanentemente suas plantas, o que gera preocupações de que o excesso de oferta continuará por enquanto. Como resultado, a produção de aço relativamente alta durante uma temporada de demanda fraca está pesando sobre os preços do aço, as margens de lucro e os custos de insumos como o minério de ferro, acrescentou Atilla.

Além disso, os preços do minério de ferro foram pressionados por preocupações com a demanda mais fraca, já que um aviso de corte de produção por razões ambientais emitido para as usinas siderúrgicas na província chinesa de Hebei deve afetar as operações de alto-forno, de acordo com analistas do ANZ.