Publicidade
SÃO PAULO – Com a recente queda nas importações chinesas de minério de ferro proveniente da Índia e da Austrália, os preços do produto permanecem em alta. O Brasil – e mais especificamente a Vale – pode ser um dos principais beneficiados da situação.
As importações de minério de ferro brasileiro aumentaram 3,3% na passagem de setembro para outubro, atingindo 11,8 milhões de toneladas. Em relação à Austrália, a importação caiu 20% na mesma base de comparação, chegando a 20,7 milhões de toneladas.
A Índia representou 6,4% do total de importação de minério de ferro feita pela China no mês de outubro, frente aos aproximadamente 20% em maio. As exportações indianas foram prejudicadas pela decisão do estado de Karnataka de proibir as vendas internacionais do produto em uma operação para acabar com a exploração ilegal, em julho.
Nesse contexto, as maiores fornecedoras do produto, Vale (VALE3, VALE5), BHP Billiton e Rio Tinto, foram responsáveis por 77% do total de entregas, correspondendo a um recuo de 3% em relação a setembro. Os países como Irã, Ucrânia e Rússia ficaram com a parte restante.
A China poderá ser forçada a procurar novos fornecedores de minério de ferro caso as taxas de importação do produto proveniente da Índia permanecerem em queda, conforme disse o analista do centro de pesquisa de aço Lange, Zhang Lin, ao China Daily.
Produção chinesa
Segundo o presidente da China Minmetals, Zhou Zhongshu, a produção de minério de ferro na China deverá ultrapassar 1,3 bilhão de tonelada nos próximos cinco anos. O fornecimento doméstico do produto vem aumentando nos últimos dois anos. Durante os primeiros nove meses de 2010, a produção do minério aumento 26%, na comparação anual, para 780 milhões de toneladas