Minério de ferro cai diante do aumento dos embarques e incertezas quanto à demanda

O contrato de minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou as negociações ⁠do ‌dia com queda de 1,11%

Reuters

Trabalhador observa caminhão em mina - minério 17/11/2015 REUTERS/Jim Regan
Trabalhador observa caminhão em mina - minério 17/11/2015 REUTERS/Jim Regan

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PEQUIM, 18 Mai (Reuters) – Os preços ⁠do minério de ferro caíram ⁠nesta segunda-feira, atingindo o nível mais baixo em ‌mais de uma semana, pressionados pelo aumento das remessas dos principais fornecedores, por uma perspectiva incerta de demanda ‌em meio à queda da produção de aço, e pela fraqueza contínua do mercado imobiliário na China.

O contrato de minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou as negociações ⁠do ‌dia com queda de 1,11%, a 803 iuanes (US$118) ⁠por tonelada, o valor mais baixo desde 6 de maio.

O minério de ferro de referência para junho na Bolsa de Cingapura recuava 0,85%, alcançando o valor mais baixo desde 5 de maio, ​a US$108,2 por tonelada.

Os embarques de minério de ferro dos principais fornecedores mundiais, Austrália e Brasil, ​aumentaram 12,3% em relação à semana anterior, atingindo 25,73 milhões de toneladas em 17 de maio, segundo dados da consultoria Mysteel.

O aumento da oferta, juntamente com a permanência de estoques elevados nos portos, ‌azedou o sentimento do mercado e ​reduziu os preços do principal ingrediente da fabricação de aço, disseram analistas.

Além disso, a queda na produção de aço e um mercado ⁠imobiliário ainda ​em dificuldades na ​China, maior consumidora de minério do mundo, lançaram sombra sobre as perspectivas ⁠de demanda.

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A produção de ​aço bruto da China em abril caiu 3,9% em relação a março, em meio à cautela das usinas siderúrgicas ​sobre as perspectivas incertas de demanda no país e no exterior. A quantidade produzida no ​mês passado foi ⁠a menor registrada para o mês de abril desde 2018.

Enquanto isso, o ⁠mercado imobiliário ainda está enfrentando uma desaceleração prolongada, com os investimentos e o início de novas construções medidos pela área construída, dois indicadores principais do consumo de aço, ampliando as quedas.