Publicidade
SÃO PAULO – Os produtos reciclados podem ser os próximos a ter o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido, afirmou na última quinta-feira (15) o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Segundo ele, a medida pode ser anunciada ainda neste mês pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
Para o ministro, os reciclados já pagaram o imposto na sua forma original de produção e a redução servirá para estimular a cadeia produtiva desses produtos. Minc afirmou ainda que a possível isenção do IPI era tema de conversas com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, há muito tempo.
“A retirada do imposto é fundamental, pois sem mecanismos econômicos de crédito, juros e impostos, estamos no idealismo”, considerou Minc, de acordo com a Agência Brasil. “O meio ambiente e o clima vão avançar quando entrarem na economia real. O que significa formação de preço, política diferenciada de crédito e política tributária”.
Carros elétricos e sacolas plásticas
De acordo com o ministro, entre as medidas que devem ser anunciadas está a redução tributária sobre carros elétricos. Minc adiantou que já há entendimentos com a Fazenda para executar a medida.
As sacolinhas plásticas de supermercados também são alvo do ministério. Minc pretende lançar políticas para incentivar os consumidores a deixarem as sacolas plásticas de lado e usar sacolas maiores e reutilizáveis.
Para tanto, o ministro participou, na mesma quinta-feira (15), do lançamento da campanha “Saco é um Saco” ao lado do diretor de Sustentabilidade do Carrefour Brasil, Paulo Pianez. Segundo ele, a rede de supermercados reduziu em 20% o volume de sacolas plásticas nos últimos três anos.
Continua depois da publicidade
Agora, o grupo pretende conceder descontos para os consumidores que utilizarem suas próprias sacolas. “No ano que vem, vamos lançar o desconto na boca do caixa”, afirmou Pianez.
Catadores
Ainda durante o lançamento da campanha, Minc também anunciou que o ministério pretende incentivar as cooperativas de catadores. A ideia é pagar pelos serviços ambientais urbanos que eles fazem.
“Se a sociedade acha que uma coisa é importante, tem que valorar do ponto de vista monetário”, afirmou o ministro. “No caso dos catadores, é preciso estabelecer um preço mínimo de sustentação para os produtos reciclados, de maneira a impedir que eles fiquem na miséria, como na crise, que derrubou o preço dos produtos”, analisa.