Minas Gerais e São Paulo geraram maiores superávits comerciais em 2005

Os dois estados da região Sudeste foram responsáveis por quase 40% do superávit comercial do Brasil em 2005

SÃO PAULO – O ano de 2005 representou um importante marco para o setor externo brasileiro. O superávit comercial, de US$ 44,76 bilhões, foi 33% superior ao de 2004, até então o maior da história, e surpreendeu os analistas, que esperavam um efeito maior da forte valorização do dólar.

O que pouca gente sabe é qual foi o desempenho das principais Unidades da Federação (UF) para que este resultado fosse obtido. Somente quatro UF registraram déficit em suas transações com o exterior, com todas as demais apresentando superávit.

Minas Gerais gerou o maior superávit

Apesar de não ser o maior exportador do País, o estado de Minas Gerais acumulou o maior superávit comercial em 2005. Com resultado de exportações de US$ 13,5 bilhões e importações de US$ 3,9 bilhões, o segundo estado mais populoso do País gerou um superávit comercial de US$ 9,6 bilhões. Este número representou um crescimento de 36,5% em relação a 2004.

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O estado de São Paulo, por sua vez, apresentou um resultado positivo de US$ 7,5 bilhões, 91,2% acima do desempenho de 2004. Isso colocou o maior exportador e importador do Brasil no segundo lugar no ranking, ultrapassando Paraná e Rio Grande do Sul. Vale lembrar que São Paulo, apesar de exportar US$ 38 bilhões, foi responsável por US$ 30,5 bilhões em importações, 41,5% do total nacional.

Também se destacaram os superávits comerciais do Paraná (US$ 5,5 bilhões), Pará (US$ 4,4 bilhões), Rio Grande do Sul (US$ 3,8 bilhões), Santa Catarina (US$ 3,4 bilhões) e Bahia (US$ 2,7 bilhões).

Zona Franca gera déficit para o Amazonas

Apenas duas unidades da Federação registraram déficits significativos: Amazonas (US$ 3,1 bilhões) e Distrito Federal (US$ 677 milhões), com pequenos desequilíbrios registrados em Sergipe (US$ 26,9 milhões) e Pernambuco (US$ 21 milhões).

No caso do Amazonas, o déficit, apesar de ter ficado 3% abaixo do desempenho de 2004, pode ser explicado pela presença da Zona Franca de Manaus, que é responsável por uma parcela significativa das importações de componentes e eletro-eletrônicos do País.