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SÃO PAULO – Para o governo norte-americano, o próximo passo agora pode ser a criação de uma política industrial coordenada. A mídia local amanheceu esta quinta-feira (20) com notícias de que o presidente Barack Obama pretende nomear Ron Bloom como chefe da indústria.
Atualmente, Bloom chefia a força tarefa para o setor automobilístico, tendo entrado no cargo em julho, substituindo Steven Rattner. A ideia, porém, é elevar o alcance de sua liderança para a indústria de um modo geral, criando uma política mais abrangente.
Citando fontes extra-oficiais, os veículos de comunicação norte-americanos afirmaram que em seu novo posto, Bloom se encarregaria de avaliar a competitividade dos Estados Unidos na economia global, controlar o comércio, os impostos e outros assuntos econômicos.
Necessidade de liderança
A promoção de Bloom a chefe da indústria é sustentada pelo sentimento de que os Estados Unidos precisam de uma política mais ampla em relação ao setor. Em discurso sobre política econômica frente ao Subcomitê Bancário do Senado, Leo Hindery, presidente do grupo de pesquisa Smart Globalization Initiative da New America Foundation, afirmou que os Estados Unidos são o único grande país que não têm uma política industrial coordenada.
Além da desvantagem frente a competidores como China e Alemanha, a falta de uma política industrial também é vista como um dos fatores que levam ao enfraquecimento do setor. Os empregos industriais caíram 40% na comparação com o recorde de 1979, atingindo 11,8 milhões. Na mesma base, a participação dos trabalhadores de fábricas no total de empregos privados caiu de 22% para 9%.