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Microsoft caminha para maior sequência de quedas desde 2011, com receio sobre IA

Investidores questionam gastos bilionários na expansão da infraestrutura de inteligência artificial

Bloomberg

Uma loja da Microsoft em Nova York. (Foto: Bloomberg)
Uma loja da Microsoft em Nova York. (Foto: Bloomberg)

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A Microsoft está a caminho de registrar sua mais longa sequência de quedas diárias em mais de uma década, em meio à crescente cautela do mercado com as ações ligadas à inteligência artificial.

Os papéis chegaram a cair 0,8% nesta sexta-feira (7). Caso fechem em baixa, será o nono pregão consecutivo de perdas — a pior sequência desde novembro de 2011. A ação acumula queda de 8,6% nesse período, o que representa uma perda de quase US$ 350 bilhões em valor de mercado.

O papel não registra alta desde a divulgação dos resultados trimestrais no fim de outubro. Apesar de o balanço ter trazido pontos positivos, como o crescimento acima do esperado da divisão de computação em nuvem Azure, aumentou em Wall Street o ceticismo em relação aos altos investimentos no setor de IA.

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A Microsoft informou ter desembolsado US$ 34,9 bilhões em investimentos de capital no trimestre e projetou nova alta nos gastos no atual período fiscal.

A queda reflete uma mudança de humor em relação às companhias de IA, que vinham sustentando a alta do mercado neste ano. O Nasdaq 100 e o Bloomberg Magnificent 7 Total Return Index recuam cerca de 4% nesta semana, ambos caminhando para a maior perda percentual semanal desde abril.

Nadando contra a maré, a Apple — que tem sido mais contida nas apostas em IA — avançou até 0,9% nesta sexta, tornando-se o novo refúgio em meio à fraqueza do setor.

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