México é destaque entre bolsas latino-americanas, com alta de 1,25%

No pregão dessa quarta-feira, as principais bolsas latino-americanas voltaram a fechar em direções contrárias. O índice Merval na Argentina registrou queda, com investidores esperando pela resolução da briga entre União e províncias em relação ao repasse de verbas ficais. No México, o IPC apresentou valorização, com expectativas de que a economia mexicana possa se recuperar […]

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No pregão dessa quarta-feira, as principais bolsas latino-americanas voltaram a fechar em direções contrárias. O índice Merval na Argentina registrou queda, com investidores esperando pela resolução da briga entre União e províncias em relação ao repasse de verbas ficais. No México, o IPC apresentou valorização, com expectativas de que a economia mexicana possa se recuperar no próximo ano.

Ainda falta consenso interno na Argentina

No país vizinho, o governo federal continua lutando para chegar a um acordo com as províncias de oposição, a respeito de uma nova co-participação de verbas fiscais, e pedindo apoio para implementar a reestruturação da dívida pública. A União pretende continuar com a forte diminuição no repasse de fundos para as províncias, com o objetivo de obter um superávit primário para reestruturar as obrigações da dívida.

Os governadores Carlos Reutemann (Santa Fé), Carlos Ruckauf (Buenos Aires) e José Manuel de la Sota (Córdoba) devem dar ainda hoje uma resposta à última proposta feita pelo governo. Já são 14 (de um total de 23) as províncias que firmaram o acordo com a nação pela co-participação federal. De acordo com as últimas indicações, as províncias argentinas de Buenos Aires, Santa Fé, Córdoba e La Pampa irão assinar um acordo com o governo para a co-participação federal hoje à noite quando, os quatro governadores justicialistas dessas províncias voltarão a se reunir. Enquanto este clima de indefinição persiste, o riso-país Argentina continua subindo e ultrapassou a barreira dos 2.700 pontos hoje.

O índice Merval acumulou perdas de 1,16%, fechando cotado a 221,48 pontos. As desvalorizações mais significativas foram da montadora Renault (-9,72%), Sociedad Comercial del Plata (-4,76%), da companhia petrolífera Repsol YPF (-3,69%), que sofreu com a queda do preço internacional do petróleo, Central Puerto (-2,27%) e Grupo Financiero Galícia (-2,26%).

México poderá voltar a crescer em 2002

No México, o índice IPC registrou uma valorização de 1,25%, fechando o dia cotado a 5.734,91 pontos. O bom desempenho da bolsa mexicana deve-se ao anúncio do Ministério das Finanças de que aposta em uma retomada do crescimento econômico a partir de 2002. O otimismo deve-se ao fato de que o governo mexicano aposta em uma recuperação da economia norte-americana, seu principal parceiro comercial. Além disso, os investidores também se animaram com a recomendação do banco de investimentos UBS Warburg de elevar sua recomendação para os papéis da Telmex de “neutra” para “compra”. Em decorrência as ações da empresa de telecomunicações fecharam em alta de 0,91% nesta quarta-feira.

Também subiram as ações da varejista Walmex (+2,32%), após a publicação do relatório sobre as vendas a varejo nos EUA, que subiram 7,1% em outubro frente a setembro, e do Grupo Modelo (+1,84%).

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