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SÃO PAULO – Dotada de infra-estrutura de transporte e uma gama de escolas, universidades, hospitais, clubes, lojas, restaurantes e barzinhos, Santana está em plena valorização no mercado imobiliário paulistano. Segundo levantamento da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) e do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), entre 2000 e 2006, o preço médio do metro quadrado em Santana valorizou 70%, passando de R$ 2.205,32 para R$ 3.735,45.
Imóveis novos de quatro e três dormitórios tiveram alta de 70,8% e 65,8%, respectivamente, índices superiores à inflação de 59,44% acumulada no período, segundo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Valorização de Santana
Além disso, o número de empreendimentos novos nos últimos seis anos também foi surpreendente. O diretor de lançamentos da vice-presidência de Comercialização e Marketing do Secovi-SP, Fábio Rossi Filho, conta que a região teve grande destaque em 2005 e foi considerado uma das melhores da cidade em termos de infra-estrutura e qualidade de ocupação.
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De acordo com o Diário do Comércio, naquele ano, 622 unidades foram lançadas na região, colocando Santana no topo da lista de expansão imobiliária, com um incremento de 322% frente ao ano anterior, que registrou 193 unidades.
Em 2006, foram 471, dos quais 289 com quatro dormitórios. De 2000 a 2006, no total, Santana ganhou 1.166 unidades com um quarto, 473 unidades com dois dormitórios, 545 com três e 684 com quatro dormitórios.
Locação
Ao se tratar de vendas de terceiros e locações, o patamar de valorização é similar ao dos lançamentos e a demanda, alta, principalmente no Alto de Santana e Parada Inglesa. Segundo o gerente de lançamentos da Mirantte Imóveis, Marco Antônio Garofano, os imóveis custam entre R$ 65 mil e R$ 4 milhões para venda e entre R$ 1,2 mil e R$ 1,8 mil mensais para a locação.
O executivo conta que antes era muito difícil encontrar imóveis com preços altos na região. Ele informa que atualmente, entre as ruas Francisco Júlia, Guilherme Cristofel e Pedro Doll, o metro quadrado de construção pode chegar a R$ 5 mil.
Razões do crescimento
De acordo com o diretor de pesquisa Embraesp, Luiz Paulo Pompéia, o boom imobiliário da região ocorreu por causa da implantação da linha Norte-Sul do metrô, do transporte coletivo de qualidade e da proximidade com a região central de São Paulo (a menos de 10 quilômetros do centro da capital paulista).
Para o diretor, a expressiva valorização que vem sofrendo a zona norte nos últimos anos também é decorrente do incremento da qualidade dos edifícios construídos. Segundo Pompéia, os empreendedores estão preocupados em lançar imóveis com bom acabamento e infra-estrutura de serviços para a classe média.
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O especialista ressalta também que o aumento, acima da inflação, dos insumos da construção civil, foi outro fator que contribui para elevar os preços do metro quadrado em Santana.