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Destaques da Bolsa

Metalúrgica Gerdau afunda 10% e Gerdau cai 7% após reestruturação; veja mais

Confira abaixo os principais destaques de ações da Bovespa nesta terça-feira

SÃO PAULO – O Ibovespa teve queda hoje em meio à derrocada dos papéis da Vale e siderúrgicas, após disparada “exagerada” da véspera. O destaque ficou com a Gerdau e Metalúrgica Gerdau, após informar reestruturação de suas operações. Embora a simplificação seja boa, analistas ressaltaram momento ruim para o anúncio.  Do lado negativo, chamou atenção também a Suzano, que caiu pelo sexto pregão seguido com a queda do dólar. Confira abaixo os principais destaques de ações da Bovespa nesta sessão: 

Vale (VALE3, R$ 17,82, -3,68%; VALE5, R$ 14,86, -3,26%)
As ações da Vale caíram hoje após disparada de mais de 7% na véspera em meio ao anúncio de redução de 25 milhões de toneladas de sua oferta de minério a partir deste mês, segundo o diretor da empresa do negócio de ferrosos, Peter Poppinga. Acompanham o movimento as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 9,89, -3,98%), holding que detém forte participação na Vale.

Analistas afirmaram que a leitura do mercado ontem foi “errada” sobre o corte e que a alta foi “exagerada”. Pouco depois, a própria mineradora afirmou que manterá sua oferta de 340 milhões de toneladas de ferro esse ano. O que a Vale fez foi substituir o minério de alta custo/baixa qualidade por de menor custo/maior qualidade, explicou o Morgan Stanley. A decisão pode ter até um impacto positivo sobre o Ebitda/tonelada, mas terá um efeito nulo ou até negativo sobre os preços do minério, comentou o banco. “A alta de ontem não condiz com o cenário atual”, disse Pedro Galdi, analista independente do blog What’s Call. 

Hoje, o minério de ferro recuou 1% no mercado à vista chinês para US$ 49,40 a tonelada de acordo com dados do The Steel Index. Esse valor segue como referência a commodity com teor de concentração de 62% negociada no porto de Tianjin, na China.

Siderúrgicas
As ações das siderúrgicas deixaram para trás os fortes ganhos da véspera e caíram hoje. O movimento foi liderado pela Gerdau (GGBR4, R$ 6,52, -6,98%) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 4,68, -10,52%), que, além de perspectivas ruins para o setor, desabou após ter anunciado uma reestruturação de suas operações. As demais ações do setor tiveram quedas mais amena: Usiminas (USIM5, R$ 4,27, -1,39%) e CSN (CSNA3, R$ 4,77, -1,85%).

Segundo a equipe de análise do BofA, liderada por Thiago Lofiego, embora a iniciativa de simplificação na estrutura do negócio seja positiva, a transação é negativa, não somente devido ao prêmio que vai implicar a operação, mas também por conta do ambiente operacional desafiador e atual alavancagem da Gerdau. O Credit Suisse comentou que, uma combinação de reestruturação inesperada, que não vai criar valor para a empresa, e os baixos preços de aço esse ano devem seguir pressionando as ações da Gerdau. “Esperamos mais revisões para baixo no lucro esperado para a empresa em 2015 e 2016 e não vemos nenhuma razão para comprar GGBR4 no atual patamar”, comentou o analista Ivano Westin, do banco suíço. 

Veja mais em: Gerdau paga “caro” pela simplificação: reestruturação veio na hora errada

Além disso, o Instituto Aço Brasil refez suas estimativas para o desempenho do setor neste ano. Segundo o estudo, a produção de aço bruto deverá mostrar uma queda de 3,4% sobre o ano passado, contra uma estimativa anterior de alta de 6,4%. 

Vale mencionar também que CEOs (Chief Executive Officer) de grandes siderúrgicas comentam hoje o cenário do setor no 26° Congresso do Aço. A ArcelorMittal está vendo uma sobra de cerca de 1 milhão de toneladas em sua capacidade de produção de aços longos no Brasil e vai fechar no próximo mês um laminador em Piracicaba (SP), enquanto avalia a necessidade de paralisação de mais um equipamento nos próximos meses, disse nesta terça-feira o presidente da companhia no país, Jefferson de Paula. Deve-se destacar que aços longos também são usados pela Gerdau, que aparece hoje como a maior queda do Ibovespa.  

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Petrobras (PETR3, R$ 13,51, +1,81%PETR4, R$ 12,00, +1,52%)
As ações da Petrobras acentuaram ganhos nesta tarde em meio à movimentação dos preços do petróleo no mercado internacional, que passaram a subir nesta tarde. O petróleo Brent, negociado em Londres e usado como referência pela Petrobras, subia 1,02%, a US$ 58,44, enquanto o WTI, do Texas, avançava 1,40%, a US$ 52,93.

Além disso, a Standard & Poor’s reiterou o rating da estatal em “BBB-“, com perspectiva negativa. As notas de crédito da companhia continuam a refletir a visão da agência de um risco “muito alto” de o governo fornecer suporte em tempo hábil e suficiente para as obrigações financeiras da empresa, disse a S&P em relatório. 

Nesta tarde, o conselheiro da Petrobras e economista da FGV, Roberto Castello Branco, disse hoje que, para cumprir seu plano de negócios, a estatal terá que ser “extremamente disciplinada”. Ele disse que o sucesso do plano também depende do governo brasileiro. “O Estado não pode atrapalhar”, comentou. Branco comentou também sobre o regime de partilha, que considera “danoso” para a companhia e para a União.  

Suzano (SUZB5, R$ 15,04, -3,84%)
As ações da Suzano caíram pelo sexto pregão seguido em meio à queda do dólar, acumulando perdas de 10%. A moeda americana caiu nas últimas quatro sessões. O papel sofre com a desvalorização do dólar já que sua receita é atrelada à moeda americana. Vale mencionar, no entanto, que a Fibria (FIBR3, R$ 41,67, +1,14%), também do setor de papel e celulose, opera em alta hoje. Nos últimos seis pregões, os papéis da companhia caíram “apenas” 2,6%. 

Gol (GOLL4, R$ 6,94, -0,57%)
Depois de ameaçar nova alta nesta sessão, as ações da Gol viraram para queda. Da máxima até a mínima desta sessão, os papéis caíram 5%. O conselho da companhia se reúne hoje para definir o valor em reais de seu aumento de capital. Será definido também, o preço e a data da negociação das novas ações a serem emitidas. O acionista controlador (família Constantino) investirá até US$ 90 milhões e a Delta AirLines até US$ 56 milhões em ações preferenciais a serem emitidas.

Ontem, a notícia agradou ao mercado e as ações da companhia subiram 15,37%, liderando as altas do Ibovespa, comentou a XP Investimentos. A Delta também irá garantir um empréstimo a prazo, a ser celebrado pela Gol com credores terceiros, de até US$ 300 milhões.

Varejistas
As ações das varejistas caem hoje após dados ruins do setor para o mês de maio. As vendas no varejo brasileiro caíram 0,9% em maio, pior desempenho em 14 anos para esse mês e muito pior do que o esperado, aprofundando a fraqueza enfrentada pelo setor diante do cenário de inflação alta e economia fragilizada no país. Em relação a maio do ano passado, as vendas recuaram 4,5%, num mês marcado pelo Dia das Mães, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia a Estatística).

Na Bolsa, as ações do Pão de Açúcar (PCAR4, R$ 73,31, -1,00%), Via Varejo (VVAR11, R$ 9,71, -5,64%), Lojas Renner (LREN3, R$ 114,00, -1,47%) e Magazine Luiza (MGLU3, R$ 2,92, -1,02%) fecharam no vermelho.

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Vale mencionar que ontem as ações do Pão de Açúcar dispararam 6,6% após dados operacionais do segundo trimestre mostrar crescimento de 6,6% na receita consolidada na comparação com o mesmo trimestre de 2014. O Grupo Pão de Açúcar contempla as redes Assai, Cnova e Via Varejo. No caso da Via Varejo, também listada em Bolsa, a receita caiu 21,7% na mesma base de comparação.  

Eletrobras (ELET3, R$ 6,17, +3,87%; ELET6, R$ 9,04, +4,27%) 
A Eletrobras informou não ter sido intimada sobre qualquer processo de investigação no âmbito da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que apura irregularidades envolvendo contratos com a Petrobras. O comunicado foi publicado em resposta a questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre reportagem da revista Veja citada pelo jornal Folha de S.Paulo segundo a qual o empresário Ricardo Pessoa da construtora UTC teria dito aos procuradores que um diretor da Eletrobras sugeriu que desse ao PT parte do que esperava ganhar num contrato da estatal com a construção da usina nuclear Angra 3. 

Porto Seguro (PSSA3, R$ 40,69, -0,15%)
A Porto Seguro teve sua recomendação rebaixada de manutenção para underperform (desempenho abaixo da média) pelo Santander depois de forte desempenho do papel em Bolsa neste ano (+36,6%). Apesar do corte, o banco acredita que a companhia terá bons resultados no segundo trimestre. Os analistas Henrique Navarro, Boris Molina e Renata Cabral, do banco, introduziram um novo preço-alvo para os papéis para o final de 2016 de R$ 40,00. O preço-alvo para o fim desse ano é de R$ 34,00 por ação.  

Transmissão Paulista (TRPL4, R$ 40,60, +3,55%)
A elétrica Transmissão Paulista teve sua recomendação elevada de neutra para compra pelo BTG Pactual, assim como o preço-alvo, que passou de R$ 40,00 para R$ 45,00 por ação. Segundo analistas, o principal ponto fica para a potencial melhora no pagamento residual que deve ser pago por consumidores, em condições mais favoráveis para a companhia. O modelo do banco assume os mesmos números da Aneel para o pagamento residual de R$ 3,6 bilhões, a serem pagos em 30 anos. 

CVC (CVCB3, R$ 19,85, +4,42%)
Os papéis da CVC voltaram a subir hoje após forte alta ontem em meio a rumores de que a TUI Travel estaria preparando uma oferta pela companhia, segundo informações de Geraldo Samor, da Veja Mercados

Hoje, a empresa, maior operadora de turismo do País, aprovou em reunião do conselho de administração o aumento de capital em 0,9%, para R$ 160,9 milhões. O aumento de capital é reflexo de um exercício de opção de compra de ações da companhia. 

Recrusul (RCSL4, R$ 0,04, +100,0%)
As ações micro cap da Recrusul disparam 100% nesta sessão, mas, por conta do baixo valor de face, correspondem a uma alta de apenas R$ 0,02. Apesar do salto, os papéis operam no mesmo nível dos últimos oito meses.

Mais cedo, a companhia informou que vem, ao longo dos últimos meses despendendo esforçando para estruturar a operação imobiliária envolvendo seu parque fabril e, hoje, a empresa teve a resposta que, tanto a diretoria quanto o conselho de administração, mostraram-se positivos quanto à primeira proposta que fora apresentada nos autos da recuperação judicial com relação à aquisição deste imobilizado. Com a aprovação por parte do Ministério Público e pelo Juízo Cível da Comarca de Sapucaia do Sul, a administração submeterá à AGE (Assembleia Geral Extraordinária), a ser realizada dia 30 de julho 2015, a matéria para ser aprovada pelos acionistas da empresa.

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