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SÃO PAULO – Em seis anos, metade dos carros brasileiros terá a tecnologia bicombustível – atualmente, a frota capaz de abastecer tanto com gasolina quanto com álcool corresponde a 12% do total. A expectativa é da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
De acordo com a Agência Autoinforme, veículos flex, que estão no mercado há menos de quatro anos, já representam 83,5% das vendas de automóveis e comerciais leves novos.
Necessidade será suprida?
Com uma ampliação do número de carros rodando com ambos os combustíveis deve aumentar, também, a demanda pelo derivado de cana-de-açúcar quando o preço estiver em conta.
Fica, então, a dúvida: fabricantes do álcool conseguirão suprir esse aumento do consumo, principalmente no período de entressafra da cana?
Trabalhando para isso
De acordo com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), até 2013 devem ser abertas 89 novas usinas, com investimento de US$ 14,6 bilhões.
Por meio de sua assessoria de imprensa, a associação informou que as processadoras estão trabalhando exatamente para conseguirem ampliar o fornecimento do produto e que, até abril, deve estar pronto um estudo mais elaborado sobre aplicações, no qual estarão atualizadas informações sobre investimentos internacionais.
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Preço
Vale lembrar que a produção brasileira de etanol está em 18 bilhões de litros por ano. Além disso, o Brasil está em meio à entressafra de cana conseguindo manter um certo controle no preço do álcool vendido ao consumidor.
Em fevereiro, o valor do litro ficou praticamente estável na comparação com janeiro, apresentando variação negativa de 0,06%.