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SÃO PAULO – Apesar de as taxas de conveniência serem bem “salgadas”, o número de ingressos de cinema, teatro, shows etc. vendidos por telefone e pela internet vem crescendo a cada dia. Isso porque os brasileiros estão preferindo pagar mais pela comodidade.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Telesserviços (ABT), Jarbas Nogueira, a profissionalização do setor de call center e a confiança adquirida nas transações on-line também contribuíram muito para a substituição do guichê pelo telefone ou computador.
Mão no bolso
Geralmente, a taxa cobrada pelas empresas gira em torno de 15% do valor do ingresso. No entanto, esta marca pode ser facilmente ultrapassada dependendo da forma e do local de entrega.
Durante simulação de compra no site da Ticket Master, por exemplo, a taxa cobrada por um ingresso de R$ 70 variava de R$ 6 (retirada na data do show, na própria bilheteria) a R$ 46 (pelo Sedex para outros estados).
Já na página da Ingresso Fácil, a taxa de conveniência cobrada por um outro show de R$ 70 era de R$ 14, para entrega em domicílio ou retirada no local do evento.
Serviço essencial para alguns
Segundo Nogueira, a falta de tempo para ir até uma bilheteria, aliada a uma possível frustração que a pessoa tem em deixar de ver um espetáculo cultural que tanto deseja, também faz com que a venda por telefone e pela internet seja um serviço essencial para muitos.
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Para se ter uma idéia, desde o início do musical My Fair Lady, 90% dos ingressos são vendidos por telefone. E para o Miss Saigon, a expectativa é que 25% do público seja de fora da capital paulista, portando ingressos vendidos por telefone.