Mesmo menor, governo cumpre meta de superávit primário em setembro

O superávit de setembro foi inferior ao de agosto, mas no acumulado do ano, patamar supera o período de 2003

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SÃO PAULO – De acordo com os dados da Nota da Política Fiscal, divulgada nessa sexta-feira, dia 29 de outubro, pelo Banco Central, o setor público não-financeiro do país apresentou, em setembro, um superávit primário de R$ 6,04 bilhões, frente a um superávit de R$ 7,784 bilhões do mês de agosto de 2004.

Dessa maneira, o superávit primário no acumulado de 2004 correspondeu a 5,60% do PIB (Produto Interno Bruto), acima da meta estipulada com o FMI (Fundo Monetário Internacional), que é de 4,25% do PIB. Mesmo recuando nesse mês, na comparação com os primeiros nove meses de 2003, o superávit primário apresentou uma alta, já que no mesmo período do passado, o superávit primário foi de R$ 57,08 bilhões, ou 5,14% do PIB.

Governo central apresenta bom desempenho

O superávit primário alcançado no mês de setembro não foi tão menor do que o de agosto em parte por causa do bom resultado alcançado pelo governo central, com destaque para o governo federal. Assim, o governo central, representado pelo governo federal, Bacen e INSS, registrou um superávit levemente maior que no mês anterior.
No acumulado do ano, ficou em de R$ 47,503 bilhões (3,81% do PIB), frente a um saldo positivo de R$ 39,361 bilhões (3,55% do PIB) do mesmo período de 2003.

Houve crescimento do superávit do governo federal, que passou de R$ 56,468 bilhões (5,09% do PIB) nos primeiros nove meses de 2003 para R$ 67,352 bilhões (5,41% do PIB) no mesmo período desse ano. Já o INSS ampliou o seu déficit primário na mesma comparação, que passou, assim, de R$ 16,927 bilhões para R$ 19,698 bilhões.