Mesmo em meio à queda nas bolsas externas, risco-Brasil marca recuo de 15 pontos

Modestas projeções corporativas e baixa das commodities traz pessimismo aos mercados; Global 40 aponta avanço de 0,58%

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SÃO PAULO – Mesmo em meio ao clima de instabilidade nas bolsas externas, o risco-Brasil fechou acentuado recuo de 15 pontos nesta segunda-feira (22), cotado a 442 pontos-base. No início de uma semana curta em função do feriado de Natal, as bolsas externas registraram fortes perdas diante das modestas projeções corporativas e do recuo das commodities.

De acordo com relatório publicado pela equipe do banco francês Société Générale, os quatro últimos meses de 2008 já são compreendidos como os piores desde o início da crise atual. Na esfera corporativa, a Toyota projetou prejuízo operacional de US$ 1,7 bilhão para seu próximo trimestre fiscal, o que seria o primeiro resultado negativo desde 1938.

Apesar do clima de instabilidade nos mercados, o preço dos Treasuries fechou com recuo, e os títulos da dívida externa brasileira contrariaram esse movimento. Vale lembrar que a relação entre a variação dos papéis do Tesouro norte-americano em relação aos Globais determina o indicador risco-Brasil.

Risco-Brasil desaba

O indicador de risco-Brasil, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou a 442 pontos-base, queda de 29 pontos em relação ao fechamento anterior.

O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, terminou em leve alta de 0,58% na tarde desta segunda-feira, cotado a 128,25 centavos de dólar.

Confira abaixo a cotação do principal ativo da dívida externa brasileira:

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Ativo Último Anterior Var %
Global 40 128,25 127,50 +0,58