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SÃO PAULO – Com a queda consistente do juro básico no Brasil, o investimento em renda fixa torna-se cada vez menos atrativo às pessoas, que começam a enxergar em outros mercados, como o de ações, oportunidades de ampliar seus rendimentos.
Antes de trocar o investimento em renda fixa pela renda variável, no entanto, é preciso analisar outros fatores além do rendimento nominal oferecido pela aplicação.
As diferenças
Por definição, a renda fixa entrega ao investidor um rendimento pré-estabelecido, ou, ao menos, parte dele, qualquer que seja o estado da natureza.
Por outro lado, a renda variável possui um maior risco implícito, podendo devolver ao investidor retornos bem acima ou bem abaixo daquele esperado no momento da decisão de investimento.
O cenário atual
A redução do juro básico no Brasil é um fator que, com certeza, reduz a atratividade da renda fixa e, caso os outros fatores se mantivessem constantes, poderia servir para balizar nossa decisão de investimento.
O problema é que a política monetária brasileira está na contramão da tendência mundial, já que os juros nas principais economias centrais estão em trajetória de alta, prejudicando as empresas de países dependentes do cenário externo.
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Assim, enquanto a queda do juro brasileiro reduz a atratividade da renda fixa nacional, a alta do juro global reduz a atratividade do mercado de ações interno.
Fique com quem perde menos
Se pudéssemos prever com precisão quem perderia mais com o cenário descrito acima, seria fácil decidir. Mas não podemos.
A Merrill Lynch, por exemplo, acredita que, caso a desaceleração abrupta da economia norte-americana concretize-se, o investimento em renda fixa seria mais atrativo nos países emergentes.
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Nesse sentido, é importante perceber que o juro doméstico, sozinho, não pode balizar as suas decisões de investimento e que, mesmo que este recue, a renda fixa ainda pode ser uma boa opção.